Revista Encontro

Cuidados

Cinco dicas para proteger os olhos no Carnaval

Uso de glitter, maquiagem e calor aumenta risco de irritações e infecções; médico orienta prevenção e destaca sinais de alerta para buscar atendimento

Da redação
Calor, suor e maquiagem em excesso aumentam o risco de problemas oculares durante o Carnaval - Foto: Freepik
Em meio ao brilho, às cores e à produção caprichada que marcam o Carnaval, a saúde ocular costuma ficar em segundo plano. Glitter, maquiagem intensa e cílios postiços ajudam a compor o visual da folia, mas também podem provocar irritações, inflamações e até infecções se não forem utilizados e removidos corretamente.
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A combinação de calor, suor excessivo, longas horas de festa e o uso frequente de produtos cosméticos na região dos olhos cria um cenário favorável ao surgimento de problemas oculares. O vice-diretor clínico do Oculare Hospital de Oftalmologia, Dr. Victor Massote, alerta que os riscos muitas vezes são subestimados. "Muitas pessoas encaram a irritação nos olhos como algo passageiro do Carnaval, mas inflamações nas pálpebras e na superfície ocular podem se prolongar por semanas se não houver cuidado. Em alguns casos, o problema se repete ao longo do ano justamente porque não foi tratado corretamente", explica o especialista.
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Entre as condições mais comuns registradas nesse período estão a blefarite — inflamação das pálpebras que pode ser agravada pelo acúmulo de resíduos de maquiagem e pela falta de higiene — e a conjuntivite, que atinge a conjuntiva, membrana que reveste a parte branca do olho e o interior das pálpebras. O contato com glitter, suor e poeira, além do compartilhamento de maquiagem, são fatores de risco relevantes, tanto para quadros infecciosos quanto alérgicos.
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Também são frequentes casos de ardor e ressecamento ocular, causados pela irritação química dos produtos ou pela desidratação intensificada pelo ambiente festivo. Partículas rígidas de glitter podem ainda provocar microlesões na córnea, abrindo portas para infecções.
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Medidas simples podem evitar problemas

Para reduzir os riscos, o oftalmologista recomenda alguns cuidados preventivos. O primeiro deles é evitar maquiagem na chamada linha d’água — a parte interna da pálpebra, mais sensível e vulnerável a inflamações. Delineadores e lápis devem ser aplicados apenas na área externa dos olhos.
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O uso de glitter exige atenção redobrada. O ideal é optar por produtos específicos para a região ocular, com partículas encapsuladas ou de base cremosa, diminuindo o risco de fragmentos atingirem o globo ocular. Lavar as mãos antes e depois da aplicação também é essencial.
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Outro ponto fundamental é nunca dormir maquiado. Após horas de uso, os produtos acumulam resíduos, oleosidade e microrganismos. A remoção completa com demaquilante bifásico ou específico para a área dos olhos ajuda a prevenir inflamações e infecções.
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A higiene das pálpebras também merece cuidado especial, principalmente para quem já tem histórico de blefarite. A limpeza diária com produtos adequados, como shampoos neutros infantis diluídos ou lenços umedecidos oftalmológicos, pode evitar crises recorrentes.
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Por fim, o compartilhamento de maquiagem e acessórios deve ser evitado. Máscaras de cílios, pincéis, delineadores e cílios postiços podem transmitir vírus, bactérias e fungos.

Atenção aos sinais de alerta

Caso surjam sintomas como vermelhidão persistente, secreção, dor, sensibilidade à luz ou sensação de areia nos olhos, a orientação é suspender imediatamente o uso de maquiagem e buscar avaliação médica. “Quanto antes o paciente busca orientação, maior a chance de controlar o problema rapidamente e evitar que ele se torne crônico ou cause danos mais sérios à visão”, conclui o especialista.

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