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Estado de Minas SAúDE

Garçonete perde seio esquerdo após sepse causada por piercing

O acessório foi arrancado sem querer e o ferimento levou à infecção generalizada


postado em 21/10/2016 08:22

Quando tinha 21 anos, a garçonete americana Nikki Belza, que trabalha na badalada cidade de Las Vegas (EUA), fez seu primeiro implante de silicone. Aos 33 anos, ela já tinha gastado mais de R$ 70 mil com próteses para "turbinar" os seios. Além disso, ela pôs um piercing no mamilo esquerdo no início de 2016. Até aí, nada de estranho na história da busca pela estética "perfeita" de Nikki. O problema é que após o acessório ser arrancado sem querer, ela adquiriu sepse, ou infecção generalizada, que a fez perder o seio esquerdo.

Apesar do acidente com o piercing não ter sido grave, ainda mais porque o ferimento cicatrizou e a região supostamente tinha se regenerado, a garçonete não podia imaginar o problema que teria futuramente. Em setembro, meses após o incidente, repentinamente ela começou a se sentir mal e foi para o hospital com febre de mais de 40º C e uma dor insuportável no seio esquerdo. Os médicos descobriram que Nikki Belza estava com sepse, que teria sido causada pela bactéria estreptococos do tipo A.

Além de ficar dias hospitalizada por dias, à "beira" da morte, a americana precisou retirar a mama esquerda, como forma de prevenção para que o micro-organismo não voltasse a atacar.

Após publicar imagens de seu tratamento e do corpo dilacerado em sua conta no Instagram, Nikki recebeu apoio de vários internautas. "Nunca na minha vida pensei que algo assim pudesse acontecer comigo. Um minuto estava bem e, no outro, perto da morte. Viver numa cidade agitada pode desregular sua saúde. Acredite em mim, passei por isso", diz a garçonete de Las Vegas em uma publicação feita no Instagram no Dia Mundial da Sepse.

(foto: Instagram/nikkibelzano/Reprodução)
(foto: Instagram/nikkibelzano/Reprodução)

Problema é sério

Segundo o Instituto Latino Americano da Sepse, a também chamada infecção generalizada é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTI's no Brasil. "Atualmente, a sepse é a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30 a 40%", informa o instituto em seu site oficial.

Em relação aos sintomas, de acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, os mais comuns são febre, dificuldade de respirar, baixa pressão arterial, batimento cardíaco acelerado e confusão mental. Normalmente, o tratamento é feito com a ingestão de antibióticos fortíssimos e a injeção de fluidos intravenosos.

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