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Estado de Minas POLêMICA

Jovem britânica ganha na justiça direito de ser criopreservada

Ela sofria com um câncer incurável e acreditava que no futuro os cientistas poderiam descobrir a solução para sua doença


postado em 23/11/2016 14:00

Um fato curioso está chamando a atenção na internet: após entrar na justiça, uma jovem britânica de 14 anos, portadora de um câncer incurável, ganhou o direito à criopreservação. Os pais da menina optaram pela criogenia para que os cientistas "ganhem tempo" até encontrarem a cura para a doença. Com isso, no futuro, eles esperam que ela possa voltar a viver.

A notícia polêmica foi publicada pelo jornal britânico The Guardian, que trouxe trechos da carta que a menina escreveu para o juiz que receberia a ação. "Tenho apenas 14 anos e não quero morrer, mas sei que vou. Acho que a criopreservação é uma oportunidade de ser curada, mesmo que daqui a centenas de anos. Eu não quero ser enterrada. Eu quero viver, viver muito mais. Acho que, no futuro, eles poderão encontrar uma cura para o meu câncer e me acordar. Este é o meu desejo", pede a jovem, cujo nome não foi deivulgado.

Após falecer em decorrência do câncer, o corpo da menina foi transportado de Londres, onde viveu toda a sua infância, para os Estados Unidos, para ser congelado para toda a "eternidade" por uma empresa especializada em criogenia. O custo estimado do procedimento foi de 37 mil libras esterlinas (cerca de R$ 158 mil).

O The Guardian lemba que a primeira criopreservação foi realizada com sucesso nos anos 1960. Desde então, foram realizadas centenas de operações, no entanto, até hoje, nenhuma pessoa foi reanimada com sucesso.

O médico geriatra russo Yuri Konev, em entrevista à agência de notícias RIA Novosti, explica que o descongelamento após a criopreservação é um método impossível de ser realizado com êxito, já que o frio extremo destrói os tecidos humanos. "Isso ajuda as pessoas a criar uma ilusão de que algo positivo acontecerá no futuro. Eu acredito que, após a criopreservação, a pessoa morre. Em todos os casos, o corpo congelado não preserva o ser humano, pois não há como preservar o intelecto do ser", afirma o especialista.

(com Agência Brasil)

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