Doença rara faz mulher ter 50 orgasmos por dia

O chamado Transtorno da Excitação Genital Persistente afeta a americana Amanda Gryce, que se diz 'torturada' pelo estranho problema

por João Paulo Martins 02/01/2017 09:31

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
YouTube/Amanda Michelle Gryce/Reprodução
A americana Amanda Gryce, de 26 anos, sofre com o raro Transtorno da Excitação Genital Persistente, que a faz ter até 50 orgasmos involuntários por dia (foto: YouTube/Amanda Michelle Gryce/Reprodução)
Às vezes deparamos com doenças ou síndromes estranhas que nem fazíamos ideia que existiam. É o caso do Transtorno da Excitação Genital Persistente, que afeta a americana Amanda Michelle Gryce, de 26 anos, moradora da Flórida, nos Estados Unidos. Essa condição rara faz com que ela tenha até 50 orgamos por dia, de forma totalmente involuntária.

"Pode acontecer em qualquer lugar e, às vezes, tenho até cinco seguidos. Não é prazeroso. Na verdade, virou uma tortura", revela Amanda ao jornal inglês Daily Mail. A jovem conta ainda que o problema começou quando ela tinha apenas 6 anos e que, por muito tempo, escondeu essa condição estranha dos amigos e de muitos familiares.

"Chego a ter 50 orgamos num dia, sendo até 10 por hora. Acontece quando estou com amigos ou em locais públicos, o que é muito embaraçoso. Isso me mata por dentro. Na hora, coloco um sorriso no rosto e finjo que nada está errado", diz a americana ao periódico inglês.

De acordo com o site HowStuffWorks (Como Tudo Funciona), o Transtorno da Excitação Genital Persistente faz com que a pessoa esteja constantemente em estado de excitação sexual. "Os sintomas podem variar. As mulheres, geralmente, experimentam os sinais físicos da excitação, incluindo o ingurgitamento dos genitais, sem nem mesmo estar pensando em sexo. Elas podem ter tamanha sensibilidade nas áreas genitais que até mesmo o uso de certos tipos de roupas pode causar excitação. Essas pessoas também podem ter orgasmos espontâneos, que podem chegar a dezenas por dia, ou elas podem ter que se auto-estimular para encontrar algum alívio. Mas esse alívio não dura muito tempo", informa o texto publicado no site especializado em esclarecer dúvidas sobre os mais diversos assuntos.

A americana Amanda Gryce conta ao Daily Mail que chegou a procurar diversos médicos, mas poucos deles conheciam essa condição rara. Além disso, nenhum profissional soube lhe passar um tratamento adequado. "Fiquei desapontada ao ver como os médicos ficaram relutantes em aceitar meu problema como uma condição real", reclama a jovem. Porém, ao consultar com o ginecologista e obstetra Robert Echenberg, especializado em dores pélvicas, conseguiu, finalmente, aliviar os sintomas, apesar dos orgamos ainda persistirem. "Eu tomo medicação para entorpecer as áreas e faço exercícios para tentar ter controle mental sobre o problema. Assumir o controle sobre a desordem, em vez de deixar que ela me controle, é um sonho que se torna realidade", afirma Amanda na matéria publicada no Daily Mail.

Últimas notícias

Comentários