Cuidado com as moscas: elas também propagam genes das superbactérias

Cientistas encontraram o material genético que causa resistência a antibióticos em pessoas que não usaram esse tipo de medicamento

por Encontro Digital 24/02/2017 10:40

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Além de doenças e sujeira, as moscas também pode transmitir genes ligados à resistência a antibióticos em superbactérias, segundo estudo feito na China (foto: Pixabay)
Uma equipe de cientistas chineses e amerianos descobriu que as moscas são capazes de propagar o gene responsável pela resistência a antibióticos das chamadas superbactérias. O estuo foi publicado na revista científica New Scientist.

Os pesquisadores analisaram pacientes internados em duas grandes cidades da China, e cerca de 1% deles foram disgnosticados com o gene que cria a resistência ao antibiótico polimixina E, também chamado de Colistina. O dado chamou atenção, já que nenhum desses doentes havia recebido o medicamento durante o tratamento.

Segundo acreditam os especialistas, os genes de resistência a esse antibiótico podem ter sido "transmitidos" aos seres humanos por meio de moscas presentes em fazendas próximas aos locais em que os chineses trabalhavam.

O artigo publicado na New Scientist revela que as moscas encontradas nessas fazendas têm um alto índice de bactérias que contêm os genes de resistência ao antibiótico. Além disso, os cientistas descobriram que um terço das bactérias Escherichia coli, encontradas nas carnes provenientes das fazendas, é resistente aos antibióticos betalactâmicos carbapenemas e uma quarta parte é resistente ao Colistina.

Tanto os carbapenemas quanto o Colistina são considerados "medicamentos de último recurso" e são usados apenas quando todos os outros antibióticos não surtiram efeito. No entanto, a cada momento surgem bactérias que carregam o gene MRC-1, resistente a essas substâncias.

O MRC-1 já foi descoberto em 25 países, de quatro continentes, incluindo a China, o primeiro onde foi registrado.

O problema dos chineses é que o gado consome produtos que posuem grandes quantidades de Colistina. A cada ano, as fazendas de gado recebem cerca de 8 mil toneladas do antibiótico, que, na China, não é usado no tratamento das pessoas. Porém, agora, o governo chinês planeja proibir o uso do Colistina nas fazendas e introduzi-lo no tratamento humano.

(com Agência Sputnik)

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