Em meio à 'febre' dos blocos de rua, escola de samba reclama de descaso no Carnaval de BH

Atualmente, as agremiações de BH recebem R$ 50 mil para os desfiles, o que é considerado muito pouco pelo presidente da Cidade Jardim

por Marcelo Fraga 06/02/2017 08:23

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Facebook/GresCidadeJardim/Reprodução
Segundo o presidente da escola de samba Cidade Jardim, repasse de R$ 50 mil feito pela Belotur para as agremiações de BH só dá para alugar o reboque que transporta os carros alegóricos (foto: Facebook/GresCidadeJardim/Reprodução)
Na contramão dos milionários e 'faraônicos' desfiles do Rio de Janeiro, as escolas de samba de Belo Horizonte estão acumulando dívidas para conseguir desfilar. Prova disso é o caso da Cidade Jardim, uma das mais tradicionais da capital mineira.

Mesmo com 55 anos de história e carregando o mérito de ser a maior vencedora do Carnaval de BH, com oito títulos, a agremiação que fica na região centro-sul da capital enfrenta dificuldades, sobretudo na parte financeira. De acordo com Alexandre Brandão – o Xandão –, diretor da Cidade Jardim, um dos principais motivos para o agravamento do problema é o valor da verba que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) destina às escolas de samba da cidade: R$ 50 mil. A quantia é considerada insuficiente pelo dirigente. "As pessoas podem achar que é muito, mas isso não dá para fazer um Carnaval. Este valor só cobre o aluguel dos reboques que levam os carros alegóricos da sede até o local do desfile e de volta parea a escola", reclama Xandão.

O diretor diz que a escola só consegue sobreviver graças a empréstimos financeiros feitos em nome dos próprios integrantes. Além disso, a agremiação aluga sua quadra, localizada no conjunto Santa Maria, para festas de terceiros. A escola de samba também realiza eventos próprios para arrecadar dinheiro, de acordo com Xandão.

Edital

A verba destinada às escolas de samba da capital mineira é disponibilizada por meio de edital emitido pela Belotur, empresa vinculada à PBH, responsável pelo turismo na cidade. O prazo para que o dinheiro esteja disponível para as escolas também é motivo de reclamação. "Geralmente, a verba é liberada a apenas uma semana do Carnaval e, neste ano, será ainda pior, pois, o dinheiro só estará disponível faltando três dias para os desfiles", critica o diretor da escola de samba Cidade Jardim.

Descaso

Na opinião de Xandão, os problemas financeiros que afetam as escolas de samba de Belo Horizonte é resultado do descaso do poder público municipal. Entretanto, ele isenta de culpa a gestão do prefeito Alexandre Kalil, por se tratar de uma administração municipal recém-eleita. Ainda de acordo com o dirigente, existe uma perspectiva de melhora, já que o atual governo está se mostrando mais "inclinado ao diálogo, se comparado com as anteriores".

Procurada pela reportagem da Encontro, a Belotur, até o fechamento da matéria, não se manifestou sobre as críticas feitas pelo diretor da escola de samba Cidade Jardim.

Últimas notícias

Comentários