Publicidade

Estado de Minas BEM-ESTAR

Cérebro guarda memória de longo prazo de alimentos mais nutritivos, diz estudo

O consumo de produtos sem nutrientes não fica guardado em nossos 'arquivos mentais'


postado em 29/03/2017 10:41

Por que somos levados a consumir um alimento que nos fornece mais nutrientes ao invés de outros que, em princípio, seriam menos saudáveis? Segundo um estudo internacional publicado na revista científica Current Biology, nosso cérebro guarda nos "arquivos" a memória dos produtos que são mais interessantes para as necessidades do corpo.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores conduziram experimentos com mosca Drosophila melanogaster, famosa por se alimentar de frutas, especialmente a banana. "O salto para sistemas nervosos mais complexos, como o humano, é um grande desafio", diz Martín Klappenbach, pesquisador do Instituto de Fisiologia, Biologia Molecular e Neurociências da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, em entrevista à fundação argentina Instituto leloir.

Em uma das experiências, os cientistas ativaram e inibiram pequenos grupos de neurônios, enquanto as moscas deviam aprender a identificar um determinado odor, inicialmente neutro, que era exalado somente na presença de alimentos. Então, para avaliar a capacidade de memorização, as cobaias tinham de optar entre esse cheiro e outro, que não estava associaddo à presença da comida. Os insetos que aprenderam e tiveram capacidade de lembrar, preferiram o odor que tinham recebido enquanto comiam.

Klappenbach e seus colegas descobriram que as moscas que não possuíam o neurotransmissor envolvido com memória e aprendizado, chamado de octopamina, não foram capazes de lembrar e distinguir os odores, tanto na memória de curto prazo quanto após mais de um dia de testes.

Posteriormente, os pesquisadores confirmaram a existência de grupos de neurônios ativados pela octopamina e pela dopamina (outro neurotransmissor), que são responsáveis %u200B%u200Bpela memória de curto prazo de alimento doce não nutritivo. Em contrapartida, eles descobriram que existe outro grupo de neurônios de dopamina vinculados à memória de longo prazo, que fixaram na mosca a informação nutricional dos doces.

A pesquisa foi liderada por Scott Waddell, do Centro de Comportamento e Circuitos Neurais da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

(com Agência Télam)

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade