Homens devem ter cuidado ao fazer exame de PSA

Segundo entidade americana, a aumento do nível de PSA no sangue não é único sinal de câncer de próstata

por Da redação com assessorias 12/05/2017 09:58

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Como mostra a especialista, o exame de PSA não pode ser usado como a única fonte de detecção do câncer de próstata (foto: Pixabay)
A realização do exame PSA (Antígeno Prostático Específico), considerado polêmico para o rastreamento do câncer da próstata, agora, só deverá ser feito se o paciente quiser, após conversa clara e aberta com o médico. Pelo menos, essa é a nova orientação do Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, (US Preventive Services Task Force), um painel de especialistas em saúde do governo americano. Esse posicionamento é o mesmo da Sociedade Brasileira de Urologia.

Em 2012, a força-tarefa havia contraindicado a dosagem de PSA em homens saudáveis, uma vez que ele é considerado um teste de triagem e não conclusivo, com uma pequena chance de detectar um câncer mortal, mas que  significa uma maior probabilidade de desencadear preocupações desnecessárias e tratamentos com efeitos colaterais sérios. Os especialistas americanos revisaram esta decisão e resolveram voltar atrás na contraindicação absoluta.

A nova recomendação é baseada em evidências recentes, que indicam que os exames de sangue de PSA podem reduzir ligeiramente as chances de alguns homens morrerem de câncer de próstata. Além disso, tratamentos drásticos podem ser evitados ao se optar por um acompanhamento constante após a detecção de um tumor em fase inicial.

Não só câncer

O PSA é uma glicoproteína produzida pelas células epiteliais da próstata e presente em baixas concentrações no sangue de homens normais. A elevação dos níveis de PSA no sangue pode ser um sinal da presença do câncer de próstata. "Contudo, é importante ressaltar que nem todos os pacientes com câncer de próstata têm um PSA elevado. Por isso, além do exame de sangue, é fundamental fazer o toque retal para a detecção de alterações da próstata", esclarece a patologista clínica Luisane Vieira, diretora técnica do laboratório Geraldo Lustosa.

A especialista lembra que um aumento da dosagem de PSA nem sempre significa que a pessoa tem câncer. "O resultado pode ser um sinal de infecção ou de um crescimento benigno da próstata. O rastreamento também pode encontrar tumores que não precisam de tratamento por serem muito pequenos e apresentarem um crescimento muito lento, e que seriam raramente fatais", explica Luisane. Só a dosagem de PSA isoladamente não é suficiente para determinar se existe doença, nem a sua gravidade.

De acordo com a médica, o passo seguinte é geralmente uma biópsia, seguida ou não de tratamento

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