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Estado de Minas PET

Afinal, cães e gatos são inimigos?

O especialista Alexandre Rossi, conhecido como 'Dr. Pet', fala sobre a convivência entre os dois principais pets


postado em 09/06/2017 16:23 / atualizado em 12/06/2017 16:03

São inúmeros os desenhos animados, as revistas em quadrinhos e, até mesmo, os filmes que retratam a suposta guerra entre cães e gatos. Na clássica animação Tom & Jerry, por exemplo, o gato vive apanhando do cachorro buldogue Spike. Inimigos históricos na ficção, será que esses dois pets podem conviver pacificamente no mesmo ambiente?

O zootecnista Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal – também conhecido como "Dr. Pet" –, esteve em Belo Horizonte para uma palestra gratuita e conversou com a Encontro sobre esse assunto que envolve as duas espécies mais queridas de animais de estimação.

Rivalidade?

Segundo o especialista, a rivalidade entre cães e gatos só existe, de fato, na ficção. "Não são inimigos. O que ocorre é que alguns cães possuem o instinto predatório mais aguçado e se veem motivados a perseguir um animal que se move rapidamente, como é o caso dos gatos. Já estes felinos, em algumas situações, podem atacar os cachorros porque se sentem ameaçados", esclarece Alexandre Rossi.

No mesmo ambiente

No entanto, o "Dr. Pet" ressalta que, quem pretende ter os dois animais em casa precisa levar em consideração alguns cuidados essenciais. Segundo ele, a aproximação entre o cão e o gato deve ser feita de forma gradual. Ou seja, mesmo após já ter adquirido os bichinhos, é preciso mantê-los separados por algum tempo, para evitar possíveis conflitos, de acordo com o zootecnista.

Cuidados na convivência

Para quem já possui os dois pets em casa, Alexandre Rossi faz uma importante recomendação relativa às particularidades de cada um: "Eles possuem características comportamentais próprias e, para viverem bem, as necessidades devem ser atendidas. Gatos gostam e precisam arranhar, escalar, estar em locais altos e caçar. Já os cães, gostam e necessitam roer, cavar e correr. Essas atividades devem ser oferecidas a esses animais nas atividades diárias".

O que fazer em caso de conflito?

Conforme o "Dr. Pet", é possível perceber alguns sinais indicativos de que a convivência entre o cão e o gato não está boa. Ele afirma que "se há perseguição, sinais de agressividade ou medo, de um ou de outro, ou de ambos, é sinal de que o relacionamento não anda bem". Neste caso, de acordo com o zootecnista, é necessário separar os dois e recomeçar a aproximação controladamente, associando os encontros a coisas positivas, como brinquedos ou petiscos. "Se, mesmo assim, os conflitos continuarem, o melhor a se fazer é procurar ajuda de um profissional", recomenda Alexandre Rossi.

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