OMS: 10% das mortes por doença no mundo ainda são causadas pelo cigarro

A Organização Mundial de Saúde lembra que 4,7 bilhões de pessoas têm acesso à informação sobre os riscos do tabagismo

por Encontro Digital 20/07/2017 11:55

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, apesar de 63% das pessoas em todo o mundo saberem dos malefícios do cigarro, o tabaco ainda é uma das 10 causas de doenças fatais (foto: Pexels)
Um relatório divulgado nesta quinta, dia 19 de julho, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, na Suíça, e Nova Iorque, nos Estados Unidos, mostra que uma em cada 10 mortes por doença no mundo é causada pelo fumo, apesar de 4,7 bilhões de pessoas, o equivalente a 63% da população mundial, ter acesso a advertências contra o uso do tabaco. Por conta disso, o órgão sugere o aumento de políticas de controle do produto em nível mundial.

Entre as medidas propostas estão uma maior divulgação de imagens e gráficos de advertência sobre os riscos do tabaco e o estabelecimento de lugares públicos livres do fumo. Segundo Rodrigo Santos Feijó, oficial técnico de controle do tabaco da OMS, hoje, o número de pessoas informadas sobre os riscos do fumo representa 3,6 bilhões de pessoas a mais que em 2007.

O documento Epidemia Global de Tabaco 2017 alerta que, num esforço conjunto, os países podem ajudar a evitar milhões de mortes todos os anos por causa do fumo ou de doenças associadas ao seu uso. Diz ainda que, desde 2007, as políticas abrangentes de controle do tabaco quadruplicaram.

Brasil lidera

De acordo com Feijó, o relatório da OMS apresenta o Brasil, mais uma vez, como um líder mundial no controle do tabagismo. "O país aparece como um dos oito que conseguiram, dentro do grupo de nações de rendas baixa e média, implementar quatro ou mais dessas medidas [de controle] efetivas no seu mais alto grau. Então, o Brasil continua aparecendo como uma liderança e uma referência para outros países no cenário global, no que se refere ao controle do tabagismo", comenta o representante da OMS.

O órgão vinculado à ONU lembra ainda que a indústria do tabaco impede tentativas de governos de implementar medidas contra o produto, e que políticas efetivas de controle ajudam a economizar bilhões de dólares com gastos de saúde e a perda de produtividade de vítimas do tabaco.

Para Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, governos de todo o mundo devem incorporar as orientações de controle do tabaco da ONU nos seus planos nacionais.

(com ONU News e Agência Brasil)

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