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Estado de Minas SAúDE

Fibromialgia, que afeta a atriz Dani Valente, atinge mais as mulheres

O problema causa dores nos músculos e nas articulações e sua causa ainda é desconhecida


postado em 30/08/2017 14:06

Conviver com dores aparentemente inexplicáveis todos os dias e sentir-se cansado e sem energia e dormir mal. Assim é o cotidiano de grande parte dos portadores de fibromialgia, síndrome que afeta cerca de 5% da população mundial e que foi identificada apenas na década de 1990. Uma das vítimas desse problema, que também atigne crianças e adolescentes, é a atriz Daniele Valente, que fez a personagem Dona Tesinha no humorístico Escolinha do Professor Raimundo, exibido pela Rede Globo em 2001. Em uma publicação feita no Instagram, Dani Valente revela que foi diagnosticada com a doença em 2016, nos Estados Unidos, onde mora.

"Uma doença que faz basicamente a gente sentir dores por todo o corpo, exaustão e uma depressão danada por não conseguir fazer 10% do que você gostaria. Por isso mudei meu estilo de vida. Dou valor a cada momento alegre com a minha família", diz a atriz e comediante no post publicado na terça, dia 29 de agosto.

Segundo o Colégio Americano de Reumatologia, 25% dos pacientes apresentam sintomas de fibromialgia desde a infância. Entre esses sintomas, estão as chamadas dores musculoesqueléticas difusas, que atingem músculos e articulações de três ou mais regiões do corpo.

A fibromialgia é mais frequente em mulheres, e esse padrão repete-se entre crianças e adolescentes. Segundo Clóvis Arthur Almeida Silva, chefe da reumatologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP, as garotas somam 75% dos casos de fibromialgia juvenil.

Não existe um exame laboratorial que comprove a doença, que ainda possui causas desconhecidas. Os sintomas se assemelham aos de outras enfermidades, como tendinite, gota, lúpus, hipotireoidismo e esclerose múltipla, o que dificulta o diagnóstico. Mas, o principal deles é a dor localizada ou generalizada, que persiste por mais de três meses.

De mãe para filho

Uma pesquisa realizada pela reumatologista Suely Roizenblatt, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que há uma predisposição familiar para a fibromialgia, envolvendo principalmente mães e filhos. A médica investigou 120 pacientes, com idade entre 10 e 12 anos, que chegavam reclamando de dor ao ambulatório de reumatologia pediátrica do Hospital São Paulo, na capital paulista. De acordo com ela, 71% das mães das 39 crianças diagnosticadas com fibromialgia juvenil também tinham a síndrome.

(com assessoria de imprensa da Unifesp)

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