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Estado de Minas SAúDE

Sabia que o exame de ultrassom das carótidas pode ajudar a prevenir o AVC?

As artérias carótidas podem ficar entupidas e comprometer as funções cardiovasculares e do cérebro


postado em 30/08/2017 10:56

Você conhece as carótidas? Elas são artérias localizadas nos dois lados do pescoço, responsáveis por transportar sangue rico em oxigênio para o cérebro. Quando uma delas não está em pleno funcionamento, talvez pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes, o cérebro fica sem o suprimento necessário e o paciente pode sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Estimativas apontam que 15% dos AVC's isquêmicos são causados por aterosclerose das carótidas. Uma forma de prevenir esse problema é o exame que avalia o espessamento médio-intimal da parede da artéria carótida comum.

"Há casos em que a disfunção erétil de origem arteriogênica pode ser a primeira manifestação de doença cardiovascular por aterosclerose", comenta o ultrassonografista Leonardo Piber, do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo. "Metade dos pacientes que sofreram infarto geralmente já tinham placas obstruindo vasos do coração. De modo geral, as pessoas não devem achar que podem comer de tudo, sem censura, e que o organismo não vai se ressentir mais adiante. Quando o paciente tem uma dieta pouco saudável, rica em carnes vermelhas, carboidratos, sal e açúcar, mais cedo ou mais tarde surgem problemas de saúde. Principalmente se, além disso, ele for fumante, sedentário ou se tiver pais que já sofreram infarto ou derrame", afirma o especialista.

Segundo o médico, o ultrassom das carótidas com Doppler é um dos melhores exames para avaliar o problema. "Trata-se de um procedimento rápido e indolor que evidencia o espessamento da artéria carótida. O resultado costuma ser usado como referência da doença vascular. Por exemplo, quando um paciente adulto, com menos de 65 anos, tem um espessamento de artéria maior que um milímetro, o risco de sofrer um infarto ou um AVC é seis vezes maior. Neste caso, seu médico cardiologista deverá fazer um controle mais rígido das taxas de colesterol e triglicerídeos, da pressão arterial e, inclusive, maior controle do peso", esclarece Leonardo Piber.

Na opinião do especialista, quem tem histórico familiar de doenças do coração deve se prevenir já a partir dos 35 anos. "Nessa faixa etária, é sempre bom procurar um médico, fazer um check-up completo do coração e dar início a um projeto de vida que contemple evitar o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Até mesmo um simples exame de sangue poderá apontar o risco de a pessoa sofrer um infarto em cinco ou 10 anos. Mas, quem tiver condições de fazer toda a bateria de exames, incluindo o ultrassom das carótidas, terá uma noção mais próxima da realidade sobre o que deve fazer para preservar a saúde por mais tempo e evitar um infarto ou um derrame cerebral. Geralmente, uma dieta saudável e equilibrada, exercícios aeróbicos e o abandono do fumo e do álcool em excesso, vão ajudar bastante, associados, muitas vezes, a medicamentos de uso contínuo", explica o ultrassonografista.

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