Mesmo com a crise, Brasil aumentou a emissão de gases do efeito estufa em 2016

Foram quase 2,3 bilhões de toneladas de CO² liberadas no meio-ambiente

por Encontro Digital 25/10/2017 14:20

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(foto: Pixabay)
As emissões de gases de efeito estufa subiram 8,9%, em 2016, no Brasil, em comparação com o ano anterior. O país emitiu, no ano passado, 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO²e), contra 2,091 bilhões, em 2015. Com 3,4% do total mundial, o Brasil ocupa o sétimo maior entre as nações mais poluidoras do mundo.

Segundo os dados da nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, divulgada nesta quarta, dia 25 de outubro, pelo Observatório do Clima, este é o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004.

De acordo com o Observatório do Clima, o crescimento é o segundo consecutivo, já que, entre 2015 e 2016, a elevação acumulada das emissões foi de 12,3%, contra a queda de 7,4 pontos no Produto Interno Bruto, que recuou 3,8% em 2015 e 3,6%, em 2016. "O Brasil se torna, assim, a única grande economia do mundo a aumentar a poluição sem gerar riqueza para a sociedade", diz o relatório da instituição.

Ainda conforme os dados, a alta de 27% no desmatamento na Amazônia foi a principal responsável pela elevação nas emissões no ano passado. As emissões por mudança de uso da terra cresceram 23%, e foram responsáveis por 51% de todos os gases de efeito estufa lançados pelo Brasil no período.

O relatório aponta também que quase todos os outros setores da economia tiveram queda nas emissões, com destaque para o setor de energia, com menos 7,3%, puxada pela retração da economia e pelo crescimento da participação das energias renováveis na matriz elétrica.

O setor de processos industriais teve redução de 5,9%, e o de resíduos, 0,7%. No sentido contrário, a agropecuária aumentou suas emissões em 1,7%, sendo a principal responsável pelas emissões no país, já que responde por 74% do total.

O aumento é atribuído à crise econômica, já que os abates de bovinos recuaram pelo segundo ano consecutivo, devido à queda de demanda pela carne. Como bois e vacas emitem metano (o gás de efeito estufa mais importante depois do CO²) durante a digestão e pela degradação do esterco, menos gado sendo abatido significa mais bois no pasto e nos currais e mais emissões.

(com Agência Brasil)

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