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Estado de Minas TECNOLOGIA

Baterias viciam ou explodem? Tire suas dúvidas!

Especialista fala sobre a bateria, um dos principais componentes dos aparelhos celulares


postado em 08/11/2017 10:40 / atualizado em 08/11/2017 10:57

Atualmente, é quase impossível passar um dia sem utilizar o telefone celular. Algumas pessoas também não abrem mão dos tablets, que, de certa forma, acabam substituindo computadores e notebooks. O problema é que, apesar de serem dispositivos que permitem a mobilidade, eles costumam deixar os usuários na mão, quando mais precisam. Tudo por causa da bateria.

Aliás, o desempenho das baterias está entre as maiores queixas dos proprietários de smartphones.

Para esclarecer alguns mitos e verdades sobre esse componente essencial dos aparelhos, o consultor em tecnologia Everton Vianna fala sobre o tema:

Bateria viciada

Mesmo que a bateria não tenha mais o desempenho de quandoe ra nova, ou demore mais tempo para carregar, ou descarregue muito rápido, não significa que ela esteja "viciada". O especialista esclarece que as baterias de hoje são compostas por íons de lítio, o que significa que não vicia e pode ter cargas parciais sem estragar. Antigamente, o "vício" acontecia porquê elas eram de níquel-cádmio, ou seja, possuíam "memória".

Ao compra um celular é necessário fazer a primeira carga completa

Os celulares costumam ser vendidos com uma carga parcial e como as baterias atuais não viciam, o consultor diz que fica a critério do usuário fazer ou não a primeira carga. Isso não irá influenciar no desempenho.

Deixar a carga acabar totalmente

Everton Vianna esclarece que esta é uma das piores situações à qual o usuário pode submeter o celular. Por conta da tecnologia das baterias (íon de lítio), deixar a carga acabar é um dos fatores que faz com que diminua a vida útil da bateria. "Porém não se desespere, grande parte das empresas já sabem desse problema e fabricam o celulares com um programa que faz com que o aparelho desligue com cerca de 5% de carga. Desta forma, garante a vida útil da bateria", comenta o especialista.

Deixar o celular carregando além do necessário

Caso o carregador seja original e sem defeito, segundo o consultor de tecnologia, eles saem de fábrica com um dispositivo que corta a energia quando chegam a 100% de carga, para que não haja superaquecimento. "Caso ele não seja original, é melhor ficar de olho. Essa comunicação entre carregador e aparelho é falha e pode aquecer o celular, podendo queimar o smartphone ou até mesmo causar uma explosão", alerta Everton.

Usar o celular enquanto ele carrega

Em teoria, esta ação acarretaria apenas em uma maior demora no carregamento. Porém, conforme o especialista, as altas temperaturas enfraquecem a performance da bateria e podem causar danos a componentes do celular. "Sendo assim, utilizar aplicativos pesados, ou jogos pesados ao mesmo tempo em que coloca carga, pode superaquecer o celular. O ideal é que, se sentir que o aparelho está aquecendo, desligue-o imediatamente, ou retire do carregador".

Celular muito quente pode estragar a bateria

Esta é uma verdade, na opinião do consultor. Ele diz que submeter o celular a altas temperaturas drena a bateria de forma mais rápida, o que, por consequência, também diminuir a vida útil dela. "Para uso em automóvel é recomendado que procure um local com menor exposição solar. Celular e sol não combinam", completa.

Baterias que explodem

Por mais que não seja comum, Everton Vianna diz que algum problema de engenharia ou mau uso da bateria pode ocasionar uma explosão. "É comum os celulares possuírem um sistema para manter a temperatura estável e, em caso de superaquecimento, a bateria torna-se inoperante, mas, por mau uso do aparelho, como carregadores inadequados, este sistema pode ser deficitário".

Vida útil de uma bateria

Assim como todos os equipamentos, em que existe um desgaste natural de sistema e peças, isso também acontece com a bateria. "A vida útil da bateria, em média, é de um ano, sem apresentar problemas. Mas, todos os fatores citados anteriormente podem prolongar esta vida. Ainda assim, é natural que o desempenho caia com o tempo", comenta o especialista.

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