
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Quando descobertos, aproximadamente três quartos já estão em estágio avançado. Em 2014, por exemplo, foram mais de 5,6 mil novos casos, com mais de três mil mortes, de acordo com o levantamento do Ministério da Saúde.
Os epsquisadores britânicos fizeram exames anuais de rastreio em cerca 46 mil mulheres com 50 anos ou mais de idade para detectar o nível do CA125. Em torno de 86% dos cânceres detectados nessas mulheres foram descobertos no início. A porcentagem é quase duas vezes maior do que a registrada em outros métodos de rastreio de câncer de ovário, segundo a pesquisa.
De acordo com o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, o estudo mostra que os marcadores sorológicos conseguiram diagnosticar precocemente o câncer de ovário em casos que normalmente não eram detectados. "Alguns tipos de tumores mais agressivos, quando são detectados, já estão em estágio mais avançado, e a mortalidade é muito alta. Com o diagnóstico precoce, as chances de sobrevida aumentam muito", comenta o especialista.
O médico destaca que a nova técnica descoberta no Reino Unido não deve ser utilizada em todas as mulheres. "Há recomendação para os casos mais suspeitos, quando a paciente tem na família alguém que já teve esse tipo de câncer, quando há a descoberta de alguma estrutura suspeita. Aí, pode-se usar o marcador para se determinar se é um tumor ou se é maligno", esclarece Helio Torre.
(com Agência Brasil)