Um em cada sete homens será afetado pelo câncer de próstata

A doença ainda tem o risco duplicado em caso de incidência em parentes de primeiro grau

por Da redação com assessorias 03/11/2017 13:50

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.


Pixabay
(foto: Pixabay)
Apesar de ser mais comum em homens acima dos 50 anos, o câncer de próstata é uma doença muito comum, que afeta um a cada sete homens em algum momento na vida. A informação é do médico urologista Álvaro Dias Bosco, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, que afirma ainda que o problema é responsável por 25% dos casos de tumor entre o público masculino.

O especialista destaca também que o histórico familiar é importante para o monitoramento da doença. Homens com parentes de primeiro grau (pai ou irmão) que tiveram o câncer de próstata, acabam elevando em duas vezes o risco de desenvolver a doença. No caso de três parentes – não necessariamente de primeiro grau – a chance aumenta em cinco vezes. "Esse monitoramento começa aos 50 anos, mas em caso de histórico familiar deve-se procurar orientação já aos 45 anos", destaca o médico.

Álvaro Bosco lembra que os tipos de exames utilizados para detecção da doença podem ser realizados de maneira concomitante. Um deles é o de toque, outro é a realização do PSA, que é a dosagem de uma proteína do sangue produzida pela próstata. Quando o nível de PSA está alto, costuma ser um indício de que é necessário investigar possíveis doenças relacionadas à próstata. "30% dos tumores não elevam o PSA, por isso, é necessário o toque retal. E esses exames devem ser feitos uma vez por ano a partir dos 50 anos ou 45 em caso de histórico familiar", salienta o especialista. Esses dois exames, quando associados, oferecem uma segurança de mais de 90% no diagnóstico precoce da doença.

Cuidados

O preconceito em relação ao exame de toque ainda existe entre os homens, apesar do médico Álvaro Bosco afirmar que, cada vez mais, o público masculino está aderindo aos exames de rotina. Ele revela que apenas um em cada quatro homens vão ao consultório anualmente fazer o monitoramento, com exame de PSA e toque retal. "Pacientes mais jovens estão deixando o preconceito de lado sabendo da importância de se cuidar. Os mais velhos ainda são resistentes", comenta o especialista.

Outro fator de risco envolve a alimentação. Uma dieta rica em gordura e carne vermelha e ao mesmo tempo pobre em legumes, vegetais e frutas, aumenta consideravelmente a chance de desenvolver a doença. Sedentarismo e obesidade contribuem ainda para que pacientes tenham câncer de próstata mais agressivo.

Últimas notícias

Comentários