Cigarro eletrônico volta a ser criticado no país

Associação Médica Brasileira alerta que esse acessório não é menos prejudicial para o organismo do que o cigarro comum

por Encontro Digital 13/12/2017 09:30

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(foto: Pixabay)
Cercado de polêmica, o cigarro eletrônico voltou a ser criticado no Brasil. É sabido que ele não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Associação Médica Brasileira (AMB) fez um alerta sobre os efeitos negativos que esse acessório pode provocar, ao contrário do que pregam os fabricantes: em vez de ajudar as pessoas a pararem de fumar, podem servir de porta de entrada para o tabagismo.

Quem fez a crítica ao cigarro eletrônico foi o pneumologista Alberto José de Araújo, integrante da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB, durante audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, na terça, dia 12 de dezembro. "Esses cigarros eletrônicos causam dependência e não são inofensivos. A indústria está buscando meios de manter o seu negócio com discursos de reduzir riscos, mas, na verdade, visa manter o lucro e continuar disponibilizando nicotina. Do ponto de vista do conhecimento cientifico, esse produto é uma porta de entrada para o tabagismo", comenta o especialista.

Há nove anos a Anvisa proibiu a comercialização, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos, mas eles continuam sendo vendidos livremente pela internet. Segundo André Luiz Oliveira, representante da agência, esses equipamentos têm componentes cancerígenos, como o formaldeído, em concentração até 15 vezes maior do que a dos cigarros comuns.

A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que propôs a realização do debate, questionou a falta de informação sobre os riscos dos cigarros eletrônicos. "Falta pesquisa, e essa é uma falha do governo brasileiro. Sabemos que fazem mal para a saúde, mas é um assunto pouco discutido. A proibição por si só não resolve", diz a parlamentar.

Para o deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), as pessoas falam que o cigarro eletrônico é menos danoso que o tradicional por falta de informação, já que ele também causa dependência.

Na opinião de Stella Regina Martins, do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP, é necessário auxílio do estado na qualificação dos profissionais e na comunicação com a sociedade. "Temos excelentes profissionais e pouca verba para realizar estudos científicos e nos aprofundar sobre o produto. Precisamos nos comunicar mais com a população para levar os riscos e danos do cigarro eletrônico", comenta.

(com Agência Câmara Notícias)

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