Sabia que o belo parque Jacques Cousteau já foi um lixão?

A área de preservação de Belo Horizonte é, hoje, um exemplo de paisagismo e cuidado com o meio-ambiente

por Encontro Digital 04/12/2017 08:21

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Flickr/PBH/Edanise Reis/Reprodução
O parque Jacques Costeau, que fica na região oeste de Belo Horizonte, possui 335 mil m² de jardins, matas, mas, no passado já foi um lixão (foto: Flickr/PBH/Edanise Reis/Reprodução)
Como é bom saber que Belo Horizonte possui vários parques municipais cheios de atrações para os moradores, não acham? Um deles é o parque Jacques Cousteau, que fica no bairro Betânia, região oeste da capital, e é cheio de jardins coloridos e exuberantes. O mais curioso é imaginar que este espaço, um dia, já chegou a armazenar mais da metade do lixo da cidade. Conhecido como uma das mais belas áreas de preservação de BH, o Jacques Cousteau é, hoje, referência em paisagismo, vencedor de três edições do concurso Cidade Jardim e um dos mais admirados e procurados espaços públicos ao ar livre.

Somente em 1971, o então "depósito de lixo" da capital foi transformado em área verde, que recebeu o nome de parque municipal da Vila Betânia. Na ocasião, funcionou como Horto do Betânia, sendo destinado à produção de mudas para toda a cidade, alcançando geração de um milhão de exemplares por ano. Posteriormente, o Jardim Botânico da cidade assumiu essa tarefa, instalando-se temporariamente na área, até a construção da sua sede definitiva em 1991, na área do jardim zoológico. Muitas dessas mudas cresceram e floresceram no parque, sendo as primeiras a integrarem a vegetação da mata local.

A área verde de 335 mil m² passou de vilão a mocinho em quase meio século de história. Fazendo jus aos títulos conquistados, o Jacques Costeau, que recebeu este nome em homenagem ao célebre oceanógrafo e ativista francês, serve de berço para centenas de espécies arbóreas e ornamentais, já que possui, até hoje, um viveiro de mudas que servem de insumo para o trabalho de paisagismo e manejo arbóreo em todos os parques, além de outras áreas de Belo Horizonte. Entre as espécies de plantas presentes no local estão sibipurunas, pau-ferro, clerodendro, estrelinha, barba de serpente, azaleia, pseuderantemo, areca, agave, dracena, jasmim-manga, capim-dos-pampas, bromélias, trepadeira jade, agapanto e estrelizia.
Flickr/PBH/Arquivo FPMZB/Reprodução
(foto: Flickr/PBH/Arquivo FPMZB/Reprodução)

Como opções de lazer para a comunidade, o parque oferece espaço de diversão infantil, cinco trilhas em meio à mata, pista de caminhada, pista para usuários de bicicleta, uma academia a céu aberto e uma programação de eventos fixa, que contempla aulas de ginástica, alongamento e lian gong. Ele ainda atende a um grupo de escoteiros todos os sábados.

Como riquezas ambientais podem ser citadas, ainda, o córrego Bonsucesso, que corta a área do Jacques Costeau, e espécies de vegetação nativas do cerrado, uma herança de quando o parque ainda era uma fazenda, anos antes de a área ser vendida à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Flickr/PBH/Edanise Reis/Reprodução
(foto: Flickr/PBH/Edanise Reis/Reprodução)

Aliás, a cobertura vegetal merece destaque por sua contínua e avançada regeneração natural, o que, somado a boas estratégias de manejo arbóreo, garante que mais de 80% da área total apresente significativa cobertura vegetal.

O mais recente projeto do parque, ainda em execução, promete oferecer aos frequentadores uma oportunidade de aprimoramento cultural. Uma "geladoteca" (geladeira antiga, adaptada, que servirá como biblioteca compartilhada), já está sendo montada no local. A iniciativa, parceria com a escola municipal Mestre Ataíde, vizinha ao parque, promete ser mais uma atração para que a população desfrute ainda mais das riquezas do lugar.

Serviço:

Parque Municipal Jacques Cousteau
Endereço: rua Augusto José dos Santos 366, Betânia, Belo Horizonte/MG
Funcionamento: de terça a domingo das 8h às 18h
Informações: (31) 3277-5972
Entrada gratuita
Flickr/PBH/Arquivo FPMZB/Reprodução
(foto: Flickr/PBH/Arquivo FPMZB/Reprodução)

(com portal da PBH)

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