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Estado de Minas SAúDE

Dias frios aumentam os sintomas da dermatite atópica e da rosácea

As duas doenças afetam a pele e causam transtornos para os pacientes


postado em 13/04/2018 08:45 / atualizado em 13/04/2018 08:58

Outono nem bem começou e já traz manhãs e noites mais frias. A mudança no tempo não afeta apenas o sistema respiratório, como muitos pensam. O uso da água quente no chuveiro, com banhos mais prolongados, acabam fazendo parte do dia a dia de muitas pessoas, o que contribui para o ressecamento da pele. Nos adultos,  esse problema pode provocar coceira, descamação, vermelhidão e rachaduras que, muitas vezes, conseguem ser controlados com o uso regular de um bom hidratante corporal.

Além desses inconvenientes, algumas doenças de pele são mais frequentes nesta época do ano e uma das mais comuns é a dermatite atópica. "É a principal doença alérgica da pele e tem um comportamento semelhante ao da rinite e ao da asma: possui períodos de melhora, parecendo estar 'curada', e períodos de piora, com crises ou surtos. O que aparece na pele são áreas avermelhadas, escoriadas, grosseiras, às vezes, até inchadas e com crostas [casquinhas], que coçam de maneira variável em cada pessoa", explica o dermatologista André Lauth.

Segundo o médico, as lesões surgem geralmente nas dobras do corpo e em algumas áreas específicas, que também podem variar de pessoa para pessoa. Os locais em que a dermatite atópica mais aparece são a frente e as laterais do pescoço; as dobras do cotovelo e do joelho; a barriga; a região lombar; as áreas próximas às virilhas; as axilas; os punhos; e o dorso dos pés. Os casos podem piorar em períodos de estresse, após contato com alguma substância desencadeante ou nas épocas de instabilidade e mudanças climáticas, como no Outono e no Inverno. Para os que já tiveram crises da doença ou têm a pele muito seca, o especialista aconselha caprichar na hidratação, para evitar "surpresas desagradáveis".

Outra doença muito comum no Brasil, nos dias mais frios, é a rosácea, caracterizada pelas crises de calor e vermelhidão no rosto, principalmente nas bochechas e no nariz, mas que pode afetar também testa e queixo. "Muitas vezes, o portador de rosácea já tem crises rápidas de vermelhidão desde a infância, mas estas não trazem incômodo. Após os 20 anos e, principalmente, 30 anos, as crises começam a se tornar mais frequentes e duradouras e trazem mais desconforto. A pele torna-se mais avermelhada e aparecem pequenos vasos sanguíneos. Às vezes, podem surgir lesões parecidas com espinhas, mas que são persistentes e não estouram", comenta André Lauth.

"Os portadores da doença, quando fazem o uso adequado de um bom filtro solar, por exemplo, podem ajudar a frear a piora dos sintomas. Mas, é sempre bom destacar que somente um especialista consegue passar o tatamento ideal para cada caso", diz o dermatologista.

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