Especialista dá dicas para casais não brigarem por dinheiro

A grande questão é saber planejar e sempre conversar sobre a situação financeira da família

por Da redação com assessorias 20/04/2018 08:45

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
(foto: Pixabay)
Com certeza você deve conhecer famílias que costumam brigar quando o assunto é dinheiro ou orçamento doméstico. São raros os casais que compartilham informações sobre valor do salário e de gastos pessoais. "Essa informação é bastante preocupante, já que demonstra uma grande possibilidade de problemas relacionados ao dinheiro, no futuro. Isso porque, a primeira dica em relação ao tratamento do dinheiro do casal é sempre muito diálogo, mas isso também não ocorre", comenta educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros.

O especialista orienta que o mais adequado é construir um orçamento familiar baseados nos sonhos e objetivos de toda a família. "Também é muito importante que ocorra o quanto antes a definição de regras financeiras a serem seguidas, como quem paga o quê. Contudo, essas regras devem ser alvos de constantes reavaliações. Para o casal, algumas questões se mostram fundamentais, como a divisão das contas. É possível ter uma conta conjunta para que esses compromissos sejam pagos. Porém, acredito que seja interessante avaliar a possibilidade de cada um ter sua conta corrente, definindo os limites, pois cada um pode ter seus próprios gastos", afirma o educador financeiro.

O segredo para que não ocorram brigas no casal decorrentes de questões financeiras, segundo Reinaldo Domingos, é colocar tudo na mesa, sem esquecer que o assunto mais importante a ser conversado não são as despesas, e sim, os sonhos e desejos individuais e coletivos. "É muito comum os sonhos serem deixados de lado, mas, acredite, esse é um erro capital de milhões de casais. É importante estar atento, colocando sempre, no mínimo, três sonhos, um curto [até um ano]; um médio [de até 10 anos]; e um de longo prazo [acima de 10 anos]. Todos devem ser acompanhados de informações básicas, como quanto custa e quanto será guardado mensalmente. Caso contrário, não serão sonhos, e sim, verdadeiros pesadelos para os casais, podendo 'esfriar o relacionamento'", diz o especialista.

Confira, abaixo, algumas orientações para quem quer evitar problemas em família:

  • O educador financeiro recomenda reuniões frequentes entre o casal para debater as finanças, sem ser um momento de tensão, mas sim, de projeção

  • As metas de curto, médio e longo prazos, devem ter objetivos coletivos e individuais

  • "Um ponto que, geralmente, é foco de divergências é o padrão de vida que o casal leva", alerta Reinaldo. Portanto, é preciso fazer um diagnóstico financeiro e, com os números reais da condição da família, ajustar o padrão dentro desta lógica

  • Outro motivo que costuma gerar briga é quando um dos parceiros é "mais acomodado". "É importante entender que cada um possui um estilo, assim, recomendo a busca de um meio termo, com regras bem estabelecidas e não ficar batendo sempre na mesma tecla", comenta o especialista

  • Quando um dos parceiros é a única pessoa que recebe salário, é preciso se atentar à vida financeira em longo prazo, ou seja, pensar na aposentadoria

  • "Caso tenham filhos, é preciso inclui-los na conversa sobre dinheiro e, mais do que isso, também devem chegar a um acordo sobre como será a educação deles em relação às finanças", diz Reinaldo Domingos

  • Sempre que um dos parceiros fizer mau uso do dinheiro, apesar do nervosismo gerado, é preciso refletir sobre o ocorrido, orienta o educador. "Contudo, não finja que nada ocorreu, pois, 'guardar' pode causar 'estouros' futuros"

Últimas notícias

Comentários