Canabidiol é a melhor opção para pacientes com epilepsia refratária

Essa condição faz com que as vítimas não respondam aos remédios tradicionais

por Da redação com assessorias 09/05/2018 14:22

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(foto: Pixabay)
Doença neurológica bem conhecida, a epilepsia é caracterizada pela comunicação excessiva ou anormal dos impulsos elétricos entre os neurônios, levando às crises epiléticas. Quando não controlada, a condição pode causar lesões irreversíveis no cérebro, acidentes e, até mesmo, à morte precoce, sem contar os prejuízos no convívio social. A situação piora quando o paciente passa a não responder aos medicamentos tradicionais.

Existe uma estimativa de que 30% dos portadores de epilepsia não respondem ao tratamento convencional, feito com medicamentos anticonvulsivos. Neste caso, a doença é chamada de refratária. Para estes pacientes, a nova opção para controlar as crises e melhorar a qualidade de vida é o uso do canabidiol, produto derivado da maconha que tem alto índice de sucesso, especialmente em crianças.

Segundo um estudo publicado na revista científica Epilepsy & Behaviour, o canadibiol se provou eficiente no tratamento de 71% dos casos de epilepsia refratária em crianças e em 90% nos adultos. Em países como a Austrália, 15% dos pacientes já são tratados com o produto. Porém, no Brasil, a substância é de difícil acesso e alto custo. Atualmente, o canabidiol precisa ser importado com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A neuropediatra Andrea Weinmann comenta que os pacientes que sofrem com a epilepsia refratária demandam cuidados extras, já que têm risco de lesões mais graves ao longo do tempo. "Na prática clínica tenho poucos pacientes usando o canabidiol, mas com excelentes resultados. Entretanto, o acesso é muito difícil no Brasil", comenta a médica.

Uma boa notícia para os brasileiros que se encontram nessa situação foi divulgada recentemente. Um laboratório da cidade de Toledo, no interior do Paraná, pode ser o primeiro produtor brasileiro de medicamento à base de canabidiol. O produto está em fase de testes clínicos e deve ser disponibilizado no mercado até o final de 2018.

"Essa é uma boa notícia para muitos pacientes. O canabidiol tem se mostrado uma opção muito boa para crianças e adolescentes com o quadro de epilepsia refratária e ter uma produção brasileira pode tornar esse tratamento muito mais acessível", afirma Andrea.

Ainda de acordo com a neuropediatra, atualmente, um dos tratamentos mais promissores para a epilepsia refratária é a Terapia de Estimulação do Nervo Vago. "Trata-se de um implante de um gerador de pulsos elétricos programáveis, que fica ligado a eletrodos que são conectados ao nervo vago cervical esquerdo. Podemos comparar o gerador a um marca-passo. Depois do implante, esse dispositivo irá enviar impulsos elétricos para o cérebro por meio do nervo vago para evitar as crises epiléticas", explica a especialista.

A técnica de neuroestimulação cerebral pode levar à redução de até 90% das crises epiléticas e é amplamente usada em países da Europa e nos Estados Unidos.

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