Estudo mostra que álcool piora os sintomas da TPM

Uma taça de vinho pode aumentar em 45% as chances da mulher ter tensão pré-menstrual

por Correio Braziliense 18/05/2018 16:44

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(foto: Pixabay)
Mulheres que sofrem com tensão pré-menstrual (TPM) devem ficar atentas à ingestão de álcool, alertam pesquisadores espanhóis em um estudo publicado no periódico científico BMJ Open. Segundo a pesquisa feita pela Universidade de Santiago de Compostela, 11% dos casos de TPM, também chamada de síndrome pré-menstrual, estão relacionados a exageros no consumo de bebidas alcoólicas.

A equipe conduziu a análise de dados de 19 estudos feitos em oito países, somando mais de 47 mil participantes. "Verificamos praticamente todos os bancos de dados bibliográficos existentes de estudos médicos e também entramos em contato com autores pessoalmente. Alguns deles nos forneceram dados não publicados", conta a pesquisadora Bahi Takkouche, autora do estudo, no artigo divulgado recentemente.

Conforme a análise dos dados, o consumo moderado de álcool (uma taça de vinho ou um copo de chope) foi associado ao aumento de 45% no risco de aparecimento da TPM. No caso da ingestão elevada (mais de uma taça de vinho ou de um copo de chope ou uma lata de cerveja), o risco subiu para 79%. Os pesquisadores sugerem que uma explicação plausível para esse fenômeno é que o consumo de álcool altera os níveis de hormônios sexuais esteroides e gonadotrofina durante o ciclo menstrual, o que desencaderia o problema. Há ainda a possibilidade de as mulheres recorrerem aos drinques para aliviar os sintomas da TPM.

"O grande número de estudos incluídos, assim como sua qualidade, apontam para uma associação entre o consumo de álcool e o risco aumentado de desenvolver síndrome pré-menstrual. Entretanto, ainda é cedo para estabelecer uma relação causal entre a ingestão de álcool e a TPM", pondera Márcia Mendonça Carneiro, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Apesar do estudo definir uma relação de causa e efeito, os autores ressaltam a importância dos resultados. "Essas descobertas são importantes, uma vez que a prevalência mundial de álcool entre as mulheres não é negligenciável", afirmam em comunicado à imprensa. No mundo, a proporção de mulheres que consomem álcool é estimada em cerca de 30% – uma em cada 20 exagera na bebida.

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