Apenas 12% dos brasileiros come carne de cordeiro, ovelha ou cordeiro

Segundo a Embrapa, essa proteína precisa de novas estratégias para conquistar o gosto do brasileiro

por Encontro Digital 05/06/2018 14:52

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(foto: Pixabay)
As carnes bovina, suína e de frango fazem parte da refeição diária da maioria dos brasileiros. Por outro lado, a carne ovina ainda precisa conquistar seu espaço na preferência do consumidor. Segundo uma pesquisa realizada pela Embrapa mostra que 25 milhões de brasileiros, 12% de consumidores do país, nunca sequer experimentaram a proteína oriunda de ovelhas, carneiros e cordeiros.

Mesmo entre aqueles que já provaram carne ovina, a maior parte não criou hábito de consumo. Dos entrevistados listados na seção de consumo ocasional, 27% revelaram comer esse tipo de proteína algumas vezes por ano e 35% consumiram alguma vez na vida, soma que corresponde a 128 milhões de pessoas. O consumo é frequente apenas para 52 milhões de brasileiros, ou 25% da população nacional, com 17% dos pesquisados saboreando a carne ovina pelo menos uma vez por mês, 7% uma vez por semana e 1% diariamente.

Ou seja, boa parcela daqueles consumidores que já provou, não fez disso um hábito. "Mesmo no sul, onde há tradição na criação e consumo, a carne ovina é mais lembrada para os churrascos de fim de semana, para assar em momentos festivos, mas ela não está presente no cardápio durante a semana", comenta a pesquisadora Élen Nalério, da Embrapa Pecuária Sul (RS), responsável por um projeto que busca levar ao mercado novas opções de consumo dessa proteína.

Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), os dados oficiais apontam consumo de 400 gr anuais de carne ovina per capita, enquanto que o brasileiro come, em média, cerca de 44 kg de carne de frango por ano; 35 kg da bovina; e 15 kg da suína.

Para o pesquisador Marcos Borba, da Embrapa Pecuária Sul, a cadeia da carne ovina ainda carece de ajustes na eficiência produtiva. Além disso, os atores desse segmento precisam, cada vez mais, considerar as transformações nos hábitos de consumo de alimentos, que vão desde a apresentação do produto até questões de saudabilidade, ética no trato com os animais e durabilidade dos recursos naturais.

"Dentro da porteira nós ainda mantemos baixos níveis de produção, fruto de uma tradição na produção de lã, e que, portanto, requereriam uma assistência técnica mais dirigida, mais de acordo com a realidade. E fora da porteira, nós precisaríamos de uma melhor relação entre os componentes da cadeia, que nos permitisse, por exemplo, melhores processos de agregação de valor e melhores estratégias de relação com os consumidores", diz Borba.

E se um pessimista pensaria no quanto a carne ovina ainda é desconhecida e a cadeia ainda precise de ajustes, o otimista logo destacaria o potencial que o produto tem a ser explorado. É exatamente esse ponto de vista positivo que pesquisadores têm cultivado, com diversas inciativas que buscam a valorização dessa proteína. "Essa realidade mostra um grande potencial para o aumento da produção e da comercialização, com a possibilidade de chegar a públicos que hoje não têm cultura de consumir esse tipo de carne", enfatiza Élen Nalério.

(com assessoria de comunicação da Embrapa Pecuária Sul)

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