Sedentarismo está virando o novo 'mal do século'

Especialista lembra que qualquer exercício físico é melhor do que não fazer nada

por Da redação com assessorias 04/06/2018 11:55

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(foto: Pixabay)
Com a variedade de dispositivos eletrônicos existentes atualmente, é cada vez maior o número de pessoas que deixam de fazer atividade física e acabam "aderindo" ao sedentarismo. Mas, ficar parado por muito tempo pode causar diversos problemas de saúde. Segundo o cardiologista Augusto Scalabrini, do hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), atualmente, este não é somente um distúrbio de quem não pratica exercícios, mas sim da falta de qualquer atividade física.

Embora as pessoas tenham maior consciência a respeito do sedentarismo, boa parte ainda não possui hábitos que auxiliem no processo de mudança. "Já se sabe que a qualidade do envelhecimento é diretamente proporcional à constância de atividade física durante a vida", comenta o médico.

Ainda assim, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2017, realizada pelo IBGE, cerca de 40% dos brasileiros já são considerados sedentários desde a adolescência e os números também crescem com o advento da idade. O que poucas pessoas sabem é que a condição está diretamente associada a uma série de problemas de saúde, como diabetes, obesidade, hipertensão arterial e dores nas articulações.

Augusto Scalabrini lembra que as atividades físicas podem colaborar também para a liberação da endorfina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, sendo extremamente benéfico para o organismo. "As pessoas que fazem atividade física são mais alegres, mais bem humoradas, têm menor incidência de depressão e são muito mais sociáveis, o que é um fator muito importante quando se vive em comunidade", afirma o cardiologista.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas pratiquem ao menos 150 minutos de exercícios físicos por semana, mas essas atividades não precisam ser um tormento. Scalabrini ressalta que qualquer exercício é sempre bem vindo. "Caminhar, por exemplo, é uma atividade de baixo impacto que promove um condicionamento cardiovascular muito benéfico", destaca o médico. Além de práticas tradicionais, como futebol e natação, também há opções alternativas, como lutas e esportes radicais.

Mas, antes de sair por aí praticando atividades, é importante consultar um educador físico para saber qual a prática quemelhor se adapta ao seu ritmo e não causa danos ao organismo.

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