Zoo de BH registra o nascimento de várias aves

Destaque para o filhote de papagaio-de-peito-roxo, espécie em extinção

por Encontro Digital 18/06/2018 15:48

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Flickr/PBH/Suziane Fonseca/Reprodução
Entre as novas aves que nasceram no zoológico de Belo Horizonte entre dezembro de 2017 e abril deste ano, destaque para duas emas (foto: Flickr/PBH/Suziane Fonseca/Reprodução)
Mais uma boa notícia do zoológico de Belo Horizonte. Do final de 2017 até o mês de abril deste ano, o jardim zoológico da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) registrou o nascimento de algumas espécies de aves que não se reproduziam há algum tempo, inclusive de uma espécie ameaçada de extinção: o papagaio-de-peito-roxo.

Segundo a bióloga Márcia Procópio Magalhães, chefe de Seção de Aves da FPMZB, os animais que estão sob cuidados humanos, como é o caso no zoo de BH, podem cumprir um ciclo de vida de modo um pouco distinto do que ocorre na natureza. Ela esclarece que, embora este não seja o período mais comum de reprodução dessas aves, a regularidade das condições de alimentação, de abrigo e de manutenção ofertadas no cativeiro favoreceram a reprodução fora da Primavera.

"Em um jardim zoológico não podemos falar, de modo tão específico, em 'época de reprodução'. Isso porque as condições que a gente oferece são constantes e na natureza isso não ocorre. Diante disso, o nascimento dos filhotes pode acontecer mesmo em outros momentos do ano, o que nos traz a satisfação pelo trabalho desenvolvido", afirma Márcia Magalhães.
Flickr/PBH/Suziane Fonseca/Reprodução
(foto: Flickr/PBH/Suziane Fonseca/Reprodução)

Entre as novidades do acervo do zoológico da capital mineira estão filhotes de papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), espécie ameaçada de extinção; de arara-vermelha (Ara chloropterus); duas emas (Rhea americana); e um lóris-amor-amor (Lorius garrulus). Além disso, o zoo também comemorou o nascimento de um cisne negro (Cygnus atratus), resultado do cruzamento entre uma fêmea cuidada no jardim zoológico com um macho que pertence ao Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas Gerais. Segundo a FPMZB, o filhote continua no palácio, ao lado dos pais, e  a fêmea deve permanecer por lá por alguns meses, cuidando da nova família.

Nas primeiras semanas é praticamente impossível fazer o registro fotográfico dos filhotes, pois os pais dificilmente saem dos ninhos, o que dificulta a observação por parte dos próprios técnicos e tratadores de animais. "Isso acontece exatamente porque eles não deixam a gente acompanhar isso de tão perto. Botam o ovo, camuflam, não deixam chegar perto do ninho. Aí temos que ter aquele cuidado para que eles não fiquem muito agitados e possam pisotear e quebrar os ovos", ressalta Márcia.

No caso das aves que nasceram depois que os ovos passaram por incubadoras, a tarefa é mais tranquila. Dá para fazer registro mais controlado e preciso do desenvolvimento dos filhotes. As duas emas que nasceram em dezembro de 2017, por exemplo, já estão em um recinto misto de exposição onde dividem o espaço com animais de outras espécies como tamanduás-bandeira, capivara, veado-catingueiro e antas.

(com portal da PBH)

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