Acromegalia é uma doença rara e pouco conhecida

Condição é caracterizada por um tumor benigno no crânio

por Da redação com assessorias 02/07/2018 08:44

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(foto: Pixabay)
Já ouvir falar em acromegalia? Trata-se de uma doença rara, causada quase sempre por um tumor benigno, que se encontra dentro do crânio, na região da hipófise. Entre seus principais sintomas estão distúrbios do sono, dores nas articulações, dormência e formigamento, dor de cabeça, hiperglicemia, elevação da pressão arterial, distúrbios visuais, diminuição da libido e aumento da sudorese noturna. O problema é que esses sinais são parecidos com os de outras doenças, o que atrapalha o diagnóstico precoce da acromegalia.

Esse tipo de tumor, que produz excesso de hormônio do crescimento (GH), pode atingir todas as faixas etárias, mas a grande maioria dos pacientes são adultos. No caso de crianças e adolescentes, a produção excessiva de GH induz ao crescimento estatural exagerado (gigantismo), o que facilita o diagnóstico. Porém, nos adultos, os sintomas da doença evoluem lentamente ao longo dos anos, o que dificulta e retarda a detecção. Não é incomum, por exemplo, que pacientes relatem alterações clínicas e laboratoriais por mais de 10 anos sem que tenham sido diagnosticados e tratados adequadamente até então.

Assim, quando a doença é devidamente diagnosticada, a vítima já está em estágio avançado e apresenta sinais que chamam ainda mais a atenção, como alterações faciais (crescimento exagerado do queixo e protuberância na testa, por exemplo), crescimento exagerado de mãos e pés, doenças do coração, diabetes mellitus e hipertensão arterial mais resistentes ao tratamento.

"Outra causa do atraso no diagnóstico é o pouco conhecimento de muitos médicos acerca das particularidades desta doença. Isso porque, por ser rara, nem todo profissional tem a oportunidade de atender esse tipo de paciente durante a formação médica", afirma o endocrinologista João Carlos Ramos Dias, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba (SP).

"A acromegalia não tratada piora muito a qualidade de vida do paciente e reduz a sua expectativa de vida. O que mais limita a vida dos pacientes são as doenças osteoarticulares, e as principais causas de morte são as complicações cardio e cerebrovasculares. Entretanto, com os tratamentos disponibilizados atualmente, tanto cirúrgico como medicamentoso, que agem diretamente sobre o tumor e sua secreção hormonal, é cada vez mais possível melhorar e até normalizar a qualidade de vida", comenta o médico.

Normalmente, o tratamento mais recomendado para a doença é o cirúrgico. No início, quando o tumor ainda está pequeno, pode ser totalmente retirado por um neurocirurgião experiente nesse tipo de procedimento, levando o paciente à cura sem a necessidade de nenhum tratamento complementar. Já em estágios mais avançados, após a cirurgia, ou mesmo antes dela, os medicamentos se fazem necessários, esclarece João Carlos Dias.

"O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam muito as chances de controle da doença ou mesmo de sua cura. Lembrando que é necessário o acompanhamento de especialistas nesta área para atingir estes objetivos", diz o especialista.

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