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Estado de Minas SAúDE

EUA aprovam remédio que trata a malária com uma dose apenas

A tafenoquina foi aprovada pela Food and Drug Administration, a 'Anvisa' americana


postado em 23/07/2018 12:44 / atualizado em 23/07/2018 13:02

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)
Segundo notícia divulgada pela emissora de TV britânica BBC, a Food and Drug Administration (FDA), entidade responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos Estados Unidos (similar à nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária), abaca de aprovar a venda do medicamento tafenoquina, uma droga eficaz no combate ao parasita Plasmodium vivax, da malária, que ataca o fígado. É a primeira vez em 60 anos, diz a BBC, que a FDA aprova um novo tratamento para essa doença típica de países tropicais.

Dados do Ministério da Saúde apontam que foram registrados 194 mil casos de malária em 2017, no Brasil, o que representa um aumento de 50% em relação ao ano anterior (129 mil). A doença é transmitida para os humanos por meio da picada do mosquito do gênero Anopheles.

O uso de tafenoquina, concomitantemente ou não com outros remédios, para acabar com o Plasmodium, não é uma novidade. A substância foi desenvolvida há 30 anos nos Estados Unidos, mas os testes não avançaram na época. O problema é que a indústria farmacêutica não vinha dando prioridade à malária, por não ser considerada um "negócio interessante".

O diferencial do medicamento aprovado pela FDA é que só precisa ser administrada numa única vez, ao contrário da primaquina, outro fármaco usado contra a malária e que precisa ser tomado durante 14 dias.

"A capacidade de se livrar do parasita no fígado com uma dose única de tafenoquina é uma conquista fenomenal e, na minha opinião, representa um dos avanços mais significativos no tratamento da malária no mundo nos últimos 60 anos", comenta Ric Price, pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em entrevista para a BBC.

O problema é que nem tudo são flores no que diz respeito à tafenoquina. A Food and Drug Administration orienta que, apesar de ser uma substância eficaz, existem efeitos colaterais importantes a serem observados. Por exemplo, pessoas com a deficiência de G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase) não devem tomar o medicamento, pois pode causar anemia grave.

Há também uma preocupação de que, em doses altas, esse fármaco possa ser um problema para pessoas com doenças psiquiátricas.

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