Maioria dos homens trai por falta de consideração, diz pesquisa

Especialista fala sobre o que leva os homens a buscarem outras parcerias

por Da redação com assessorias 09/07/2018 16:42

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(foto: Pixabay)
O rabino, escritor e conselheiro familiar americano Gary Neuman descobriu que os homens não traem as esposas por insatisfação no sexo. Para chegar a essa conclusão, que consta no seu livro A Verdade sobre a Traição, ele fez uma pesquisa com mais de 25 mil homens, via questionário, além de outros 200 que compareceram ao escritório de Neuman.

Para a psicóloga Cristina Santoso que mais chama atenção no levantamento do escritor americano é a informação de que alguns homens traíram por se sentirem pouco valorizados ou "invisíveis" diante da parceira. "O que me intrigou no estudo americano foi identificar o alto índice de traição por descontentamento emocional e não sexual, como muitos podem pensar", comenta a especialista. Os números da pesquisa de Gary Neuman mostram que 48% dos homens traiu por insatisfação emocional; 32% por questões emocionais e sexuais; 8% por insatisfação sexual; e 12% por outros motivos. Em resumo, 80% dos homens traem por insatisfação emocional, e apenas 8% por problemas relacionados ao sexo.

Para a psicóloga, os homens também são motivados por emoções e querem um relacionamento estável, e a principal prova da mudança é que, agora, eles têm menos medo em admitir as emoções. "O levantamento mostra um homem que busca cumplicidade emocional, sintonia com a parceira, que evita uma traição. Mas, quando ela acontece, não é, na maioria das vezes, por sexo, mas devido a essa proximidade que ele não encontra no casamento", afirma Cristina Santoso.

O público masculino mostra que os elogios são importantes e motivadores para ambos os sexos. "Elogiar o parceiro faz com que se sinta seguro e, consequentemente, bem ao lado da mulher", comenta a especialista. O problema, diz Cristina, é que as mulheres têm receio de expressar esse reconhecimento. "Elas têm medo de elogiar e, assim, ele nunca mudar. No imaginário, elas acreditam que é preciso mudar o homem. Mas, se você se apaixona por uma pessoa, gosta dela, porque quer mudá-la? Também acham que ele ficará convencido se elogiá-lo. Isso é um equívoco", afirma a psicóloga.

Cristina Santoso defende a ideia de que valorizar os pequenos gestos e atitudes pode fortalecer a relação a dois. "Reconhecer um convite para um café não é nada de mais. É simples. Mas essa sensação do outro endossar que você é bacana, que vale a pena, é muito boa. A pessoa não precisa ser tão excelente assim, todos temos defeitos, mas essa sensação de que ele dá conta, de que satisfaz, é importante", orienta. Falar de seus sentimentos e não jogar a responsabilidade para o outro também é algo que ajuda no entendimento entre o casal: "Ao falar de algo que lhe chateou, fale dos seus sentimentos. Ao invés de dizer 'você fez isso', diga 'me senti triste por causa disso'. Quando você fala a partir de você, não joga a culpa no outro", esclarece a especialista.

Vale lembrar que a traição sempre é considerado um assunto polêmico nos relacionamentos. Cada casal possui o próprio "código de conduta", mas, o que é errado para um, pode não ser para outro. O importante, segundo Cristina, é que exista sempre conversa franca com o parceiro, com respeito, "olho no olho" e dedicação, para que a relação se fortaleça diariamente. "Uma traição pode abalar a confiança que a parceira tem nela mesma como mulher, como amante, além de questionar a relação de intimidade construída pelo casal no período em que estão juntos. Por isso, os casais precisam avaliar suas atitudes e posturas para serem leais com seus acordos. A deslealdade é pior que a infidelidade".

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