Cresce venda de veículos no Brasil, mas diminui exportação

Segundo a Anfavea, em julho foram emplacadas mais de 217 mil unidades

por Encontro Digital 06/08/2018 13:52

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(foto: Pixabay)
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que as vendas de veículos novos no Brasil cresceram 17,7% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram comercializadas, no mês passado, 217.509 unidades. É o melhor resultado para julho desde 2015, de acordo com a Anfavea. Os dados foram divulgados nesta segunda, dia 6 de agosto, na capital paulista.

Para Antônio Carlos Botelho Megale, presidente da Anfavea, o aumento registrado no mês passado representa um bom resultado para o setor. "Gradualmente, o mercado vem se recuperando [da crise econômica]", comenta o executivo. Em relação a junho, houve alta de 7,7%. No acumulado de janeiro a julho, o crescimento foi de 14,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Por sua vez, a venda de veículos para o exterior teve resultados negativos, refletindo o cenário econômico desfavorável dos principais compradores: Argentina e México. Houve redução de 21,7% em unidades exportadas em julho, na comparação com igual período de 2017. Em relação a junho, foi constatada queda de 20,9%. No acumulado até julho, a redução foi de 2,8%.

A venda de máquinas agrícolas foi destaque, com alta de 27,7% em julho na comparação com o mesmo mês de 2017. Foi registrada queda de 3,5% em relação a junho e aumento de 2,4% no acumulado do ano. A entidade considera que o resultado tem relação com o aumento dos preços das commodities, especialmente algodão, soja e milho.

Tabelamento do frete

Em relação à venda de caminhões, Megale pondera que ainda é cedo para estimar se haverá crescimento, por causa do aumento de custos provocados pelo tabelamento do frete – resultante da paralisação dos caminhoneiros. Alguns setores produtivos, especialmente do agronegócio, avaliam alternativas para transporte de suas cargas, como o aluguel e a aquisição de frota própria.

"Tem ainda uma decisão a ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal [STF], estamos aguardado. Mas, esperamos que o aumento de vendas venha como decorrência do desenvolvimento econômico do Brasil. Se tiver mais atividade econômica, com certeza vai ter mais venda", afirma o presidente da Anfavea.

(com Agência Brasil)

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