Estudo muda lógica para surgimento de vida em outros planetas

Agora, as chances de encontrar 'extraterrestres' são maiores

por Correio Braziliense 03/08/2018 12:53

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(foto: Pixabay)
Em meio à "eterna" busca por vida fora da Terra, cientistas americanos afirmam que o número de planetas habitáveis no Universo pode ser muito maior do que o imaginado. O estudo foi realziadopor geocientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia e publicado na revista científica Astrobiology. Os resultados sugerem que as placas tectônicas, até então só existentes na Terra, que se imaginava ser essencial para o surgimento de vida, não são, de fato, necessárias.

Ao procurar por planetas habitáveis ou pela vida extraterrestre, os cientistas buscam bioassinaturas de dióxido de carbono atmosférico. Na Terra, esse composto aumenta o calor da superfície por meio do efeito estufa. O carbono também volta ao subsolo, onde é estocado, e retorna à atmosfera por meio de processos naturais, como o vulcanismo.

"O vulcanismo libera gases para a atmosfera e, depois, por meio do intemperismo, o CO2 é retirado da atmosfera e sequestrado em rochas superficiais e sedimentos", explica Bradford Foley, professor de Geociências e um dos autores do trabalho, no artigo recém publicado. "O equilíbrio entre esses dois processos mantém o gás em um determinado nível na atmosfera, o que é realmente importante para saber se o clima permanece temperado e adequado à vida", completa.

A maioria dos vulcões da Terra se encontra na fronteira das placas tectônicas, razão pela qual os cientistas acreditavam que elas eram necessárias para a vida. Ao lado do também professor Andrew Smye, Bradford Foley criou um modelo computacional do ciclo de vida de um planeta imaginário e observou a quantidade de calor que o ambiente local poderia reter e quais elementos seriam gerados por essa ação.

Depois de executar centenas de simulações, a conclusão dos centistas é que planetas sem placas tectônicas podem manter condições de água líquida por bilhões de anos. No "pior" cenário dos modelos computacionais, eles poderiam sustentar a vida por até quatro bilhões de anos, aproximadamente a idade da Terra. Segundo os pesquisadores, com calor e pressão suficientemente altos, o gás carbônico pode escapar das rochas e chegar à superfície, um processo conhecido como desgaseificação.

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