Publicidade

Estado de Minas CIêNCIA

Excesso de poluição deixa a pessoa mais 'burra'

Estudo associa poluentes no ar à perda da capacidade cognitiva


postado em 28/08/2018 10:55 / atualizado em 28/08/2018 11:08

Um estudo feito na China está gerando polêmica no mundo. Segundo os pesquisadores chineses, pessoas que vivem em áreas com elevados níveis de poluição podem ter a formação intelectual muito reduzida. Chega ao ponto de o conhecimento cair o equivalente à perda de um ano de escola. O artigo científico foi publicado e divulgado nesta terça, dia 28 de agosto. A informação é da agência espanhola de notícias EFE.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que a poluição seja responsável por sete milhões de mortes no mundo, todos os anos. Muitas cidades chinesas são consideradas as mais poluídas do mundo, incluindo a capital do país, Pequim.

No estudo recente foram avaliados os níveis cognitivos ligados à linguagem e à matemática, sendo que os homens foram mais atingidos do que as mulheres. Os maiores de 64 anos formam o grupo de idade mais prejudicado.

A pesquisa, liderada pelos cientistas Zhang Xiaobo, Zhang Xin e Chen Xi, mostra que os efeitos cognitivos da poluição se somam aos demais problemas físicos causados pelas partículas de poluenets em suspensão.

Publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo foi realizado com uma amostra de 20 mil pessoas que vivem em diferentes regiões da China, entre os anos 2010 e 2014.

Os pesquisadores avaliaram, por meio de testes de linguagem e aritméticos, como os índices de dióxido de nitrogênio e de enxofre (componentes da poluição atmosférica), presentes nas localidades em que vivem os voluntários, influenciam a capacidade cognitiva. A pesquisa descobriu que o maior nível de poluição gerou os piores resultados.

Para o grupo de chineses com mais de 64 anos, a perda intelectual "equivaleria a vários anos a menos de educação", afirma Chen Xi, professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, em entrevista à Agência EFE.

(com Agência EFE e Agência Brasil)

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade