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Estado de Minas INTERNACIONAL

Opas alerta para o aumento nos casos de sarampo nas Américas

Número de casos confirmados dobrou em apenas um mês


postado em 21/08/2018 13:28 / atualizado em 21/08/2018 13:38

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão vinculado às Organização das Nações Unidas (ONU), alerta para o aumento significativo no número de casos confirmados de sarampo nas Américas. Em um mês os registros da doença duplicaram. Segundo a Opas, 11 países do continente notificaram 5.004 casos confirmados da doença este ano: Antígua e Barbuda (1); Argentina (8); Brasil (1.237, incluindo seis mortes); Canadá (19); Colômbia (60); Equador (17); Estados Unidos (107); Guatemala (1); México (5); Peru (4); e Venezuela (3.545, incluindo 62 óbitos). Até 20 de julho, os mesmos países haviam confirmado 2.472 casos.

"Tendo em vista a velocidade de propagação da doença pela região, a Opas ampliou as recomendações que já vinham sendo feitas aos países. Entre elas, aumentar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar/responder rapidamente a casos suspeitos de sarampo", informa a entidade, por meio de comunicado enviado à imprensa.

Na nota, o organismo da ONU orienta ainda que, durante surtos, seja estabelecido um manejo correto de casos intra-hospitalares para evitar a transmissão nas próprias unidades de saúde, com um fluxo adequado de pacientes para salas de isolamento – evitando o contato com outros pacientes em salas de espera e/ou locais de internação.

Outras recomendações da Opas:

  • Vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da tríplice viral em todos os municípios

  • Vacinar populações em risco (sem comprovação de vacinação ou imunidade contra sarampo e rubéola), como profissionais de saúde, pessoas que trabalham com turismo e transporte (hotelaria, aeroportos e motoristas de táxi) e viajantes internacionais

  • Manter uma reserva de vacinas contra sarampo e rubéola e de seringas para controle de casos importados em cada país da região

  • Fortalecer a vigilância epidemiológica para detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantir que as amostras sejam recebidas por laboratórios até cinco dias após serem tomadas

  • Fornecer resposta rápida aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região)

  • Identificar fluxos migratórios do exterior (chegada de estrangeiros) e fluxos internos (movimentos de grupos populacionais) em cada país, a fim de facilitar o acesso aos serviços de vacinação, de acordo com os calendários nacionais de imunização

(com Agência Brasil)

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