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Estado de Minas EDUCAÇÃO

Após fim de parceira, projeto Cariúnas corre risco de fechar

ONG que atende 290 alunos busca novos parceiros após término de contrato com a FIEMG


postado em 10/04/2019 17:01

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)
Em uma rua apertada do bairro Planalto, fica o Parque Escola Cariúnas. Dentro do prédio de dois andares com uma área gramada em volta, crianças de famílias de baixa renda aprendem a dançar, cantar e a tocar um instrumento musical sem pagar nada. Hoje, o Parque Escola Cariúnas corre risco de fechar as portas por causa do fim do contrato de parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).

O Projeto Cariúnas foi criado em 1997 pela professora da UFMG Tânia Mara Lopes Cançado. As primeiras aulas aconteceram em uma creche no bairro Primeiro de Maio, onde ela atendia cerca de 10 crianças. Com o passar do tempo, o projeto cresceu e o número de pessoas interessadas foi aumentando tanto que a professora Tânia precisou alugar uma casa ao lado da creche para conseguir comportar os seus 50 alunos.

Em 2007, o projeto se mudou para o recém construído Parque Escola Cariúnas. A estrutura de dois andares tem em seu interior um teatro de 150 lugares, construído com o apoio da Usiminas e da Cemig. O nome do projeto veio do “Bando dos Cariúnas”, grupo musical de jovens de baixa renda organizado pelo maestro Elias Salomé e do qual a professora Tânia Cançado era integrante.

As crianças entram no Projeto Cariúnas aos 7 anos de idade. Por causa do número limitado de vagas, é feito um processo seletivo para tentar determinar o interesse dos candidatos pela área. Segundo Adriana Alves, coordenadora pedagógica, o Cariúnas “é um projeto integrado, onde todos os alunos passam pelo balé clássico, pelo coral e aprendem a tocar um instrumento”. Os aprovados podem participar das aulas até os 18 anos. A ideia é que elas desenvolvam habilidades motoras, afetivas, cognitivas e sociais. A atriz e cantora Laís Lacôrte, que participou da peça “Elza - O musical”, foi uma das alunas do Cariúnas.

Ao lado do prédio fica uma quadra de futebol society. A escolinha de futebol que treinava ali já deixou de existir, devido ao fim do contrato com a FIEMG. O Projeto Cariúnas se baseia em parcerias e doações para pagar as suas despesas. “Estamos em busca de parceiros e de outros projetos para garantir a continuidade. Hoje, atendemos 290 alunos e temos um custo mensal de 60 mil reais, com funcionários, manutenção dos instrumentos, prédio, etc”, contou Adriana.

Saiba como ajudar o Projeto Cariúnas em: http://cariunas.org.br

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