Estado de Minas COMUNICADO

Filarmônica de Minas anuncia mudança na presidência do Instituto Cultural

Após 18 anos no cargo, Diomar Silveira deixa a direção do Instituto Cultural Filarmônica em 2026. O executivo Wilson Brumer assumirá a presidência.


postado em 25/11/2025 10:32 / atualizado em 25/11/2025 10:41

Wilson Brumer e Diomar Silveira(foto: Bruna Brandão/Divulgação)
Wilson Brumer e Diomar Silveira (foto: Bruna Brandão/Divulgação)
O Instituto Cultural Filarmônica (ICF), responsável pela gestão da Filarmônica de Minas Gerais desde a criação da Orquestra, em 2008, anunciou uma mudança em sua presidência. Depois de 18 anos à frente da instituição, o diretor-presidente Diomar Silveira deixará o cargo em 1º de fevereiro de 2026, passando a liderança ao executivo mineiro Wilson Nélio Brumer.

“Concluo um ciclo que considero um presente que a vida me deu. Deixarei a presidência do Instituto Cultural Filarmônica com o orgulho de quem cumpriu bem a missão. A ideia vinha sendo amadurecida há um bom tempo, em conversas com o anterior presidente do Conselho, amigo Roberto Mário, e demais conselheiros, com nosso diretor artístico e maestro Fabio Mechetti, meu grande parceiro nesses 18 anos de tantas realizações, com os diretores e com o atual presidente do Conselho, Paulo Paiva. Ao longo destes 18 anos, busquei fazer uma gestão carregada de humanismo, atuando em múltiplas frentes, defendendo sempre a integridade da proposta artística e da Sala Minas Gerais, enfrentando os problemas internos de uma complexa Organização Social e, sobretudo, buscando a sustentabilidade financeira da Orquestra. Foi uma maravilhosa experiência, acumulada na convivência e aprendizado com tantos interlocutores: maestros titular e associados, músicos, musicistas e colaboradores, artistas convidados, conselheiros, governos de diferentes cores ideológicas, patrocinadores, imprensa, assinantes e público em geral, literalmente milhares de pessoas com quem tive a alegria de interagir e compartilhar meu amor por Nossa Filarmônica”, afirmou Diomar.

O Conselho de Administração considerou oportuno realizar a mudança no final de 2025, de forma que o novo diretor-presidente possa, já no início de 2026, estabelecer metas para 2027 e traçar estratégias de longo prazo para a Orquestra e a Sala Minas Gerais.

Wilson Brumer, atual conselheiro da Orquestra, tem trajetória reconhecida no setor empresarial. Ele já presidiu companhias como Vale, Acesita e Usiminas, além de ter sido Secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Também presidiu os Conselhos de Administração de empresas como Cemig, Light, Codemig e Indi, e é Cônsul-Honorário do Japão em Belo Horizonte.

Ao comentar sua nomeação, Brumer reforçou o compromisso com a integridade artística e a sustentabilidade da instituição. “Ao Diomar, devemos o reconhecimento pelo trabalho e esforço realizados no período que esteve no comando da área executiva do Instituto. Foram quase duas décadas de muita dedicação e desafios vencidos, o que permitiu que Minas Gerais tivesse um patrimônio cultural que hoje é motivo de orgulho para todos os mineiros e brasileiros. Quem acompanhou de perto o seu trabalho certamente percebeu que ele fez o seu papel não só imbuído de profissionalismo, mas também de muito amor pelo Instituto e pela Filarmônica”. 

A íntegra da carta de despedida de Diomar Silveira pode ser lida aqui.

Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, a Filarmônica de Minas Gerais se consolidou como uma das principais orquestras do país. Sob a regência e direção artística de Fabio Mechetti, o grupo é formado por cerca de 90 músicos de diferentes nacionalidades e mantém temporadas regulares em Belo Horizonte.

As apresentações acontecem na Sala Minas Gerais, sede da orquestra, conhecida pela qualidade acústica e pelo projeto arquitetônico premiado. O espaço, inaugurado em 2015, tornou-se referência na cena da música de concerto e ampliou o alcance das produções sinfônicas na capital mineira.

Com repertório que vai do clássico ao contemporâneo, a Filarmônica acumula 19 álbuns gravados, uma indicação ao Grammy Latino (2020) e prêmios nacionais. Além das apresentações regulares, realiza concertos gratuitos, projetos educativos e transmissões ao vivo, aproximando novos públicos da música erudita.

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