
“Concluo um ciclo que considero um presente que a vida me deu. Deixarei a presidência do Instituto Cultural Filarmônica com o orgulho de quem cumpriu bem a missão. A ideia vinha sendo amadurecida há um bom tempo, em conversas com o anterior presidente do Conselho, amigo Roberto Mário, e demais conselheiros, com nosso diretor artístico e maestro Fabio Mechetti, meu grande parceiro nesses 18 anos de tantas realizações, com os diretores e com o atual presidente do Conselho, Paulo Paiva. Ao longo destes 18 anos, busquei fazer uma gestão carregada de humanismo, atuando em múltiplas frentes, defendendo sempre a integridade da proposta artística e da Sala Minas Gerais, enfrentando os problemas internos de uma complexa Organização Social e, sobretudo, buscando a sustentabilidade financeira da Orquestra. Foi uma maravilhosa experiência, acumulada na convivência e aprendizado com tantos interlocutores: maestros titular e associados, músicos, musicistas e colaboradores, artistas convidados, conselheiros, governos de diferentes cores ideológicas, patrocinadores, imprensa, assinantes e público em geral, literalmente milhares de pessoas com quem tive a alegria de interagir e compartilhar meu amor por Nossa Filarmônica”, afirmou Diomar.
O Conselho de Administração considerou oportuno realizar a mudança no final de 2025, de forma que o novo diretor-presidente possa, já no início de 2026, estabelecer metas para 2027 e traçar estratégias de longo prazo para a Orquestra e a Sala Minas Gerais.
Wilson Brumer, atual conselheiro da Orquestra, tem trajetória reconhecida no setor empresarial. Ele já presidiu companhias como Vale, Acesita e Usiminas, além de ter sido Secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Também presidiu os Conselhos de Administração de empresas como Cemig, Light, Codemig e Indi, e é Cônsul-Honorário do Japão em Belo Horizonte.
Ao comentar sua nomeação, Brumer reforçou o compromisso com a integridade artística e a sustentabilidade da instituição. “Ao Diomar, devemos o reconhecimento pelo trabalho e esforço realizados no período que esteve no comando da área executiva do Instituto. Foram quase duas décadas de muita dedicação e desafios vencidos, o que permitiu que Minas Gerais tivesse um patrimônio cultural que hoje é motivo de orgulho para todos os mineiros e brasileiros. Quem acompanhou de perto o seu trabalho certamente percebeu que ele fez o seu papel não só imbuído de profissionalismo, mas também de muito amor pelo Instituto e pela Filarmônica”.
A íntegra da carta de despedida de Diomar Silveira pode ser lida aqui.
Filarmônica de Minas Gerais
Criada em 2008, a Filarmônica de Minas Gerais se consolidou como uma das principais orquestras do país. Sob a regência e direção artística de Fabio Mechetti, o grupo é formado por cerca de 90 músicos de diferentes nacionalidades e mantém temporadas regulares em Belo Horizonte.
As apresentações acontecem na Sala Minas Gerais, sede da orquestra, conhecida pela qualidade acústica e pelo projeto arquitetônico premiado. O espaço, inaugurado em 2015, tornou-se referência na cena da música de concerto e ampliou o alcance das produções sinfônicas na capital mineira.
Com repertório que vai do clássico ao contemporâneo, a Filarmônica acumula 19 álbuns gravados, uma indicação ao Grammy Latino (2020) e prêmios nacionais. Além das apresentações regulares, realiza concertos gratuitos, projetos educativos e transmissões ao vivo, aproximando novos públicos da música erudita.