
A mostra integra o Circuito Municipal de Cultura, iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. A curadoria é assinada pelo artista, poeta e produtor cultural do Cine Santa Tereza César Gilcevi e pelo diretor e roteirista Ewerton Belico. Nesta primeira edição, a seleção propõe um recorte sobre as religiões de matriz africana e a forma como essas manifestações criaram raízes na cultura brasileira, tornando-se parte indissociável das formas de vida coletiva.
Programação
A abertura acontece no dia 24 de fevereiro, às 19h, com a exibição de “Iaô”, de Geraldo Sarno, documentário que acompanha o processo de iniciação ao culto dos orixás. Após a sessão, o Coletivo Matuta, Comunidade de pesquisa em terreiro da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, participa de conversa com o público.
No dia 25, também às 19h, será exibido "Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Salles. O filme transita entre ficção e experimentação para abordar a memória da ancestralidade no corpo. A sessão será comentada pelo cantor, compositor e multi-instrumentista Sérgio Pererê.
A programação segue no dia 26, às 19h, com “Exú Tranca Rua & Seus caminhos", de Luis Ferreirah. O documentário explora as raízes e mistérios do Batuque no Rio Grande do Sul e revela a conexão com a entidade Exu Tranca Ruas das Almas. Após a exibição, participam do debate Rainha Isabel Belinha, presidente da Guarda de Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, e Mame'tu Kitaloya Olasindé, fundadora da Arca Brasileira Jacutá de Iansã.
Na sexta-feira, 27 de fevereiro, às 19h, a mostra apresenta cinco curtas: “Guardião dos Caminhos”, de Milena Manfredini; “Pattaki”, de Everlane Moraes; “A Boca do Mundo: Exu no Candomblé”, de Eliane Coster; “Sai dessa, Exu!”, de Roberto Moura; e “Pomba Gira”, de Maja Vargas e Patrícia Guimarães. As produções abordam, sob diferentes perspectivas, o simbolismo e a mítica relacionados ao orixá Exu, além de narrativas ligadas à Iemanjá, à macumba carioca e às representações femininas na religiosidade afro-brasileira.
No dia 28, às 19h, será exibido o longa “Orí”, de Raquel Gerber, que utiliza a trajetória de Beatriz Nascimento como ponto de partida para compreender os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988 e as conexões entre Brasil e África.
A programação do dia 1º de março começa às 17h com "Santo Forte", de Eduardo Coutinho, documentário que investiga formas de apropriação das religiões praticadas no Brasil a partir de relatos de moradores da favela Vila Parque da Cidade, no Rio de Janeiro. Em seguida, às 19h, haverá nova exibição de “Iaô”.
No dia 3 de março, às 19h, serão exibidos “Exu Mangueira”, de Jom Tob Azulay, documentário etnográfico sobre Umbanda e Quimbanda filmado na Rocinha (RJ), e “Teu nome veio de África”, de Maria Luiza Aboim, que acompanha a iniciação no candomblé de Florenir. A sessão contará com comentários de Pai Yorotaman e Ajít%u1EB9nà Marco Scarassatti.
A mostra se encerra no dia 4 de março, às 19h, com a exibição de “Vira a volta que faz o nó (A pàdé Olóònòn mo júbà Òjìsé)”, de Ewerton Belico, Luiz Pretti, Ajít%u1EB9nà Marco Scarassatti e Ricardo Aleixo. O encerramento inclui ainda “Ouroboros’, de Pedro Vasseur, imersão cinematográfica na poesia-performance de César Gilcevi. Após as exibições, os curadores César Gilcevi e Ewerton Belico participam de conversa com o público.
Mais informações podem ser consultadas no site do Circuito Municipal de Cultura.
Mostra Cine Curimba. De 24 de fevereiro a 4 de março, horários conforme programação. Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita; ingressos pelo Sympla ou na bilheteria 30 minutos antes das sessões.