
Inédito, o espetáculo percorre diferentes gêneros e períodos da música brasileira, reunindo obras de 22 compositoras. O repertório inclui nomes como Clementina de Jesus, Marisa Monte, Ivete Sangalo, Iza, Juliana Strassacapa, Dona Odete, Roberta Miranda, Rita Lee e Luedji Luna, entre outras artistas.
Com trajetória que transita entre o teatro e a música, Maria Tereza construiu ao longo de mais de duas décadas uma carreira marcada pela diversidade de repertórios e pela busca por obras que dialoguem não apenas com sua voz, mas também com a força das letras e das composições. “Completar 25 anos de carreira me atravessou e me convidou a revisitar minha história profissional e pessoal, a reafirmar minha identidade e escolher, com maturidade e consciência, como eu gostaria de celebrar esse tempo. E é cantando, cantando a força da palavra feminina”, afirma a artista, que também assina a direção cênica e musical do espetáculo.
Ao combinar músicas clássicas e contemporâneas, o show evidencia a pluralidade de vozes femininas que marcaram a história da música. No palco, Maria Tereza costura afetos e experiências, propondo o espetáculo como espaço de escuta e representatividade. “O espetáculo destaca a importância da palavra feminina: palavra que narra, denúncia, acolhe, transforma e constrói memória, em uma homenagem às compositoras e às suas composições”, explica.
Segundo a artista, o repertório foi construído como um recorte dentro de um universo amplo de produções femininas na música. “Eu tentei unir diversos universos da palavra feminina, foram escolhas difíceis, porque existem muitas mulheres boas por aí, escrevendo. Apresento trabalhos de cantoras que têm a coerência dramatúrgica com o que proponho: olhar com mais atenção para o tempo, o contexto, os silêncios e as permanências nas obras dessas artistas”.
Entre as canções escolhidas, algumas têm relação direta com a trajetória pessoal e artística de Maria Tereza. Uma delas é “Pagu”, de Rita Lee. “Quando a escutei pela primeira vez, eu fiquei muito mexida, chocada com a possibilidade de poder cantar uma música como essa, linda, forte, de ser uma mulher como a Pagu. Eu estava na faculdade, cursando história, já tocava violão e cantava, em pequenos shows que fazia no corredor. Essa foi uma música que eu cantei e toquei muito, muito mesmo. Virou um hino para mim, durante um tempo”, lembra.
A artista também inclui no repertório vozes da nova geração, como Juliana Strassacapa, autora de “Triste, louca ou má”. “Quando escutei e li a letra dessa música, minha Deusa! Foi um soco no estômago. Que letra, que melodia, que música! A voz da Juliana é uma libertação! Hoje, ainda sim, tento me desconstruir desse padrão, dessa ‘bem conhecida receita’. A nossa voz tem apontado com muita urgência para a mudança de pensamento. E é preciso que essa voz seja grave, média, aguda – de todos os gêneros. É urgente, é para ontem!”.
No palco, a artista aposta em uma interpretação marcada pela intensidade, pela presença cênica e por momentos de humor que surgem a partir do próprio repertório. Cada música é interpretada de acordo com sua particularidade, tanto da artista em cena quanto das compositoras homenageadas. “Durante o show, vou entendendo a temperatura de cada momento: quando pede reflexão, sobriedade ou silêncio; quando convida à leveza, à dança, ao encontro. E nesse desenho o humor também encontra espaço, a comicidade se constrói a partir do próprio repertório, que já carrega em si alegria, ritmo e potência”, explica Maria Tereza.
“Mulher que Canta Mulher” propõe ao público uma experiência de encontro com memórias, afetos e histórias que atravessam diferentes gerações. “É um show para despertar identificação, afeto e reconhecimento, para que cada pessoa na plateia se sinta atravessada por histórias, sentimentos e narrativas que, embora escritas por mulheres diversas e cada uma em seu tempo, dialogam com o humano de forma ampla e profunda. Assim é o ‘Mulher que Canta Mulher’”, finaliza Maria Tereza.
SERVIÇO
Show “Mulher que Canta Mulher” - Maria Tereza
Dia 20 de março, sexta, às 20h
Teatro Marília (Av. Professor Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia)
Ingressos: R (meia) R (inteira)
Valor promocional até o dia 17 de março: R,00 (preço único)
Vendas no site Sympla e na bilheteria do Teatro