Estado de Minas ATIVIDADES FORMATIVAS

Projeto Que se Dance oferece oficinas gratuitas em BH

Programação segue até junho com práticas em dança, rodas de conversa e residência artística em diferentes espaços culturais da cidade


postado em 16/04/2026 07:32 / atualizado em 16/04/2026 07:48

 As atividades formativas seguem ao longo dos próximos dois meses(foto: Fotos: Vitória Lages/Divulgação)
As atividades formativas seguem ao longo dos próximos dois meses (foto: Fotos: Vitória Lages/Divulgação)
Belo Horizonte recebe, até o dia 16 de junho, o projeto Que se Dance, iniciativa voltada à formação, experimentação e difusão da dança como linguagem artística e campo de conhecimento. Com atividades gratuitas em diferentes espaços culturais da cidade, a programação reúne oficinas, rodas de conversa, residência artística em videodança e exibição pública da obra desenvolvida ao longo do processo.
 
O projeto propõe ampliar o acesso ao aprendizado em dança e estimular o intercâmbio entre artistas, estudantes, educadores e público interessado. A proposta envolve temas ligados à diversidade da dança contemporânea e suas relações com questões sociais, pedagógicas e culturais, incluindo inclusão, infância, envelhecimento e diferentes tradições corporais.
 
“Que se Dance nasce do desejo de ampliar a formação em dança e criar um ambiente de troca entre artistas, estudantes e pessoas interessadas nessa linguagem, em espaços gratuitos, acessíveis e abertos à diversidade de corpos e experiências”, afirma Ygor Gohan, um dos idealizadores do projeto. Para Samuel Carvalho, a iniciativa também contribui para ampliar o acesso às práticas artísticas na cidade. “A proposta é aproximar mais pessoas da dança e fortalecer a circulação de saberes e experiências em diferentes territórios da cidade”, destaca.
 
As atividades formativas seguem ao longo dos próximos dois meses. Entre os destaques da programação estão oficinas de diferentes linguagens, como funk, vogue, danças afro-brasileiras, danças urbanas e práticas contemporâneas, realizadas em espaços como a UFMG, a Funarte e centros culturais municipais.
 
Nesta sexta-feira (17), por exemplo, acontece a oficina de vogue no Centro Cultural Usina de Cultura, no bairro Ipiranga, com foco em elementos da cultura ballroom, gestualidade e expressividade corporal. Ao longo de abril e maio, a programação também inclui atividades voltadas a públicos específicos, como crianças, pessoas com deficiência e participantes a partir de 50 anos.
 
Outro eixo central do projeto é a residência artística em videodança, prevista para ocorrer entre os dias 8 e 12 de junho, no Centro Cultural Venda Nova. A atividade reúne participantes interessados em dança e audiovisual em um processo intensivo de criação coletiva, com etapas que envolvem concepção, gravação e edição. Os selecionados receberão ajuda de custo de R$ 400.
 
Como contrapartida sociocultural, a videodança produzida será exibida em escolas públicas da capital, acompanhada de mediação da equipe artística e apresentação do processo criativo aos estudantes.
O encerramento do projeto será realizado no dia 16 de junho, no Teatro Marília, com apresentação dos resultados, roda de conversa sobre “Descentralização e Diversidade na Cultura de Belo Horizonte” e exibição da obra desenvolvida durante a residência.
 
As oficinas têm inscrições gratuitas por meio de formulário online, enquanto as rodas de conversa são abertas ao público, sem necessidade de inscrição prévia. O projeto também conta com recursos de acessibilidade, como intérpretes de Libras e audiodescrição, que podem ser solicitados no momento da inscrição.
 
 
Serviço 
Projeto Que se Dance
Período: Até 16 de junho
Local: equipamentos culturais públicos distribuídos por diferentes regionais de Belo Horizonte
Gratuito
As inscrições para as oficinas devem ser realizadas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram do projeto

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