
As atividades acontecem no CEFART, no CRDança e no Palácio das Artes. A proposta, segundo a curadora e idealizadora do simpósio, Elaine Reis, é destacar a contribuição coletiva que consolidou a produção mineira ao longo das décadas. “A proposta dessa edição do SID nasceu do entendimento de que a história da dança em Minas Gerais não foi construída por uma única companhia, uma única escola ou uma única geração, mas por uma ampla rede de artistas, educadores, pesquisadores, produtores culturais e instituições que, ao longo do tempo, mantiveram viva a transmissão de conhecimentos, práticas e experiências”, afirma.
Ao longo de sua trajetória, Minas Gerais revelou nomes que se destacaram como bailarinos, coreógrafos, professores e pesquisadores, deixando marcas na dança brasileira. Para Elaine Reis, valorizar essas histórias é também uma forma de preservar o patrimônio cultural do estado. “Reconhecer essas trajetórias é uma forma de manter viva essa herança”, diz.
Um dos pontos altos da programação será a tradicional Gala do SID, marcada para sábado, às 19h30, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. A noite reunirá apresentações artísticas, homenagens e registros audiovisuais dedicados à trajetória da dança mineira, estabelecendo conexões entre diferentes gerações.
Entre as atrações estão a Cia de Dança Palácio das Artes, que apresenta as obras “60 Grãos” e “Duo Mulher Jovem com os Olhos Fechados, c. 1890”, de Alex Soares; o Grupo Jovem Compasso, com “Take this Waltz”, de Tíndaro Silvano; e o Ballet Jovem de Minas Gerais, com “Notório”, de Alessandro Pereira.
A gala contará ainda com a participação do bailarino Nathan Fernandes, natural de Divinópolis. Com passagens por companhias dos Estados Unidos e da Rússia, ele atualmente integra a São Paulo Companhia de Dança.
“A Gala foi concebida como uma grande celebração da memória viva da dança mineira. Será uma noite para homenagear trajetórias, revisitar obras e reconhecer a força de uma produção artística que ultrapassou fronteiras e continua em permanente renovação”, afirma Elaine Reis.
Homenagens
A edição deste ano prestará homenagem a três personalidades ligadas à construção da dança em Minas Gerais. O bailarino, professor, coreógrafo e diretor artístico Tíndaro Silvano será reconhecido por sua atuação na criação artística e na formação de bailarinos ao longo de mais de cinco décadas.
Também será homenageado o professor, pesquisador e coreógrafo Arnaldo Alvarenga, que teve papel relevante na consolidação do ensino universitário em dança e na preservação da memória da produção artística mineira.
Já a bailarina e médica ginecologista Lina Lapertosa será reconhecida por sua trajetória na dança profissional do estado. Primeira bailarina e uma das principais intérpretes da Cia de Dança Palácio das Artes, ela é apontada pela organização como uma das figuras mais emblemáticas da área em Minas Gerais. “Preservar a memória da dança é preservar modos de criar, ensinar e compartilhar conhecimentos. Cada artista homenageado nesta edição representa uma parte essencial da identidade da dança mineira”, ressalta Elaine.
Formação e troca de experiências
Além das apresentações e homenagens, o simpósio contará com uma programação voltada à formação de estudantes, bailarinos, professores e profissionais das artes da cena. Entre os convidados estão nomes como Tíndaro Silvano, Cristina Helena, Tércia Cançado, Dudude Herrmann, Evandro Passos, Eduardo Sô e Marcos Elias.
As atividades incluem aulas, oficinas, palestras e mesas de debate sobre ballet clássico, jazz dance, danças moderna e contemporânea, danças populares, afro-brasileiras e hip hop. Também serão abordados temas como processos criativos, história da dança, cenografia, figurino, iluminação, produção cultural, gestão de projetos e preservação de acervos.
As rodas de conversa pretendem ampliar o debate sobre a trajetória da dança mineira e seus desafios para o futuro. “Mais do que revisitar o passado, o SID propõe um ambiente de troca, reflexão e aprendizado. Queremos que estudantes e profissionais possam conhecer essa trajetória e, ao mesmo tempo, pensar os caminhos da dança para as próximas gerações”, destaca Elaine Reis.
Ao final, o simpósio busca reafirmar a importância da memória, da formação artística e da transmissão de conhecimento entre gerações. “A dança não vive apenas nos palcos. Ela vive nas pessoas que criam, ensinam, pesquisam, interpretam e compartilham seus saberes, mantendo essa história em permanente movimento”, conclui Elaine Reis.
Serviço
6º SID - Simpósio Internacional de Dança
Memória Viva da Dança Mineira - Potência e Legado
Data: 26 e 27 de junho, sexta e sábado
Gala SID: 27 de junho, às 19h30, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Vendas: www.sympla.com.br ((link disponível no Instagram @simposiodanca)
Ações formativas: 26 e 27 de junho, no CEFART e CRDança
Entrada gratuita
Inscrições: www.sympla.com.br (link disponível no Instagram @simposiodanca)