
O repertório ganha vida por meio de uma formação pouco convencional. No palco, 13 músicos se revezam entre três baterias, percussão, três baixos, quatro guitarras, dois teclados, violões, bandolim, flauta, violoncelo, esraj, marimba de vidro e dez vozes, em uma combinação que mistura rock, música erudita, música brasileira e experimentação sonora.
O trabalho representa uma nova etapa para a Orquestra Mineira de Rock. Segundo Khadhu Capanema, um dos líderes do grupo, o disco reúne gravações ao vivo feitas em diferentes apresentações. “O álbum, na verdade, é uma coletânea de alguns shows com músicas gravadas totalmente ao vivo, sem nenhuma reedição de estúdio. Para o disco, usamos áudios de três shows principais: o de retorno da Orquestra em 2016 no Sesc Paladium; o do Teatro Bradesco em 2018 e algumas músicas de um show no Palácio das Artes em 2020”, explica Khadhu Capanema, um dos líderes da OMR.
A decisão de disponibilizar o trabalho nas plataformas digitais surgiu da vontade de preservar a história da banda e ampliar o acesso ao repertório. “Propus isso porque tínhamos esses áudios incríveis, muito vivos, um retrato muito fiel do que é o nosso show! Já tínhamos isso gravado, pronto e não disponibilizávamos em lugar nenhum, ninguém podia escutar. Já fizemos milhares de shows e não tínhamos nada lançado nas plataformas de streaming, então, resolvemos, enfim, lançar”.
O repertório do álbum combina clássicos do rock, da música erudita e da produção musical mineira. “Tem Led Zeppelin, Queen, Beatles, tem um clássico do Marco Antônio Araújo - nosso compositor aqui de Belo Horizonte -, que é a Floydiana, uma versão da Quinta Sinfonia de Beethoven que já é conhecida de quem acompanha a orquestra e vamos tocar também as músicas das nossas bandas - Cartoon, Somba e Cálix”, conta Khadhu.
Para o músico, o lançamento marca uma mudança na trajetória do grupo, que sempre priorizou as apresentações ao vivo. “Sempre fomos uma banda de show, uma banda que sempre se dedicou a fazer shows, a viajar e tocar. Agora, queremos ter esses registros também em áudio, então lançar o disco marca o início de uma nova fase”, comenta Khadhu Capanema.
Além do álbum, a apresentação no Palácio das Artes também antecede outra novidade. Logo após o show, a Orquestra disponibilizará sua primeira música autoral nas plataformas de streaming. “Vamos lançar uma música inédita da Orquestra, chamada Maria Fumaça que estreamos no espetáculo ´Onírico`, nosso show autoral apresentado em 2024. Será a primeira música original da Orquestra no streaming. Estará disponível logo após o show do dia 2 de agosto”, diz.
O disco Clássicos chega às principais plataformas digitais nesta quinta-feira (30), incluindo Spotify, Deezer, YouTube Music e Apple Music. A expectativa do grupo é disponibilizar futuramente registros de outros espetáculos, como Beatles, Brasil e Onírico, além de seguir produzindo material inédito.
“Pretendemos lançar em breve os outros shows e, além disso, estamos iniciando um processo de gravação das composições autorais da orquestra. Já temos algumas coisas prontas, mas esse é um processo um pouco diferente, pois precisamos terminar de arranjar, gravar... Então, esse será lançado mais para a frente”, conta Capanema.
Uma formação incomum
Criada em 1998 a partir do encontro das bandas mineiras Somba, Cálix e Cartoon, a Orquestra Mineira de Rock nasceu durante uma apresentação na Pampulha. O que seria um show coletivo acabou se transformando em um projeto permanente, reunindo músicos em uma formação que se tornou uma das marcas do grupo.
“Somos uma orquestra formada por três bandas, ou seja, são 13 músicos no palco. É difícil você conseguir ter uma banda com essa quantidade de músicos. Com relação às bandas de rock somos muito diferentes porque temos três bateristas, quatro guitarristas, violoncelo, flauta, instrumentos indianos, marimba de vidro, três contrabaixos, dez cantores, então é uma banda com uma formação muito atípica primeiro pela quantidade de pessoas e segundo pela quantidade de instrumentos, de sonoridade”, conta Khadhu Capanema.
Para ele, a combinação de músicos e instrumentos torna a OMR um projeto singular. “No fundo, temos uma formação totalmente única, nunca vi em nenhum lugar uma banda que se parecesse com a gente por todas essas características - nem no Brasil e em nenhum lugar do mundo. Uma banda que tivesse a formação ou a sonoridade parecida com a nossa, com tantos instrumentos – alguns até inusitados como o didgeridoo – que vem dos ancestrais australianos, ou a marimba de vidro... A riqueza sonora da orquestra é muito grande e muito única também”, finaliza.
Serviço
Orquestra Mineira de Rock lança álbum “Clássicos” no Palácio das Artes
Data: 02/08/2026
Horário: 19h
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 - Centro)
Classificação etária: Livre - Menores de 14 anos devem entrar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais
Ingressos: a partir de R
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