
Ao longo das últimas duas décadas e meia, o ICAM consolidou uma biblioteca especializada na história do estado, com exemplares que remontam aos séculos XVIII e XIX. Entre eles estão a primeira edição de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga, publicada em 1792, e uma primeira edição de “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, com dedicatória autógrafa do escritor.
O acervo da instituição é reconhecido internacionalmente pela Unesco e integra o programa Memory of the World, dedicado a conjuntos documentais de valor histórico.
"O objetivo da criação do Instituto é preservar a história e a cultura de Minas Gerais em todos os seus aspectos. Mantemos atividades permanentes, como a oficina de restauro e encadernação de livros, um laboratório de digitalização do acervo, que preserva especialmente as obras raras, além de um programa de bolsas para estudantes de mestrado e doutorado e uma produção editorial que já ultrapassa 20 títulos publicados", afirma Amilcar Martins Filho.
Expansão do acervo
A chegada aos 25 anos também marca o início de uma nova etapa para o instituto. O ICAM prepara a criação de um comitê voltado à captação de recursos para ampliar a sede, que atualmente ocupa cerca de 500 metros quadrados.
O espaço tem capacidade para aproximadamente 20 mil obras, mas já é considerado insuficiente para comportar todo o acervo disponível e novas incorporações. Com a expansão, a instituição pretende aumentar a capacidade de preservação das obras, fortalecer as atividades de pesquisa e ampliar o acesso do público ao material.
Além da manutenção da biblioteca, o instituto desenvolve projetos de incentivo à pesquisa e promove seminários, exposições e cursos de conservação e restauro de livros e documentos. Também mantém iniciativas de digitalização de acervos e ações relacionadas à história e à cultura de Minas Gerais.
A Biblioteca do Instituto Cultural Amilcar Martins é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
Homenagem a Amilcar Vianna Martins
O instituto leva o nome do médico, parasitologista e pesquisador mineiro Amilcar Vianna Martins (1907–1990). Ao longo da carreira, ele se dedicou ao estudo e ao combate de doenças parasitárias, entre elas esquistossomose, leishmaniose e doença de Chagas, além de atuar nas áreas de pesquisa científica e saúde pública.