Estado de Minas LUTO

Morre Yayoi Kusama, autora de um dos pavilhões mais visitados de Inhotim

Artista japonesa morreu aos 97 anos e deixa no museu, em Brumadinho, obras emblemáticas de uma trajetória marcada por pontos, espelhos e infinitos


postado em 27/08/2026 11:05 / atualizado em 27/08/2026 11:31

Kusama construiu uma obra marcada pela inovação e pela capacidade de transformar sua percepção de mundo em experiências que atravessam gerações(foto: Reprodução/yayoi-kusama.jp)
Kusama construiu uma obra marcada pela inovação e pela capacidade de transformar sua percepção de mundo em experiências que atravessam gerações (foto: Reprodução/yayoi-kusama.jp)
O mundo da arte se despede de uma de suas maiores criadoras. Yayoi Kusama, artista japonesa que transformou pontos, repetições e infinitos em uma linguagem única, morreu aos 97 anos.

A morte, ocorrida em 14 de agosto, foi comunicada apenas nesta quinta-feira (27) por sua galeria, David Zwirner, e também divulgada no site oficial da artista. Segundo o comunicado, Kusama continuou pintando até os últimos dias de vida e manteve sua crença de que o amor poderia salvar o mundo, um pensamento que atravessou sua trajetória artística.

Instalação imersiva
Instalação imersiva "Aftermath of Obliteration of Eternity" (2009), criada por Yayoi Kusama (foto: Cortesia de Bellagio/Reprodução/Inhotim)
Reconhecida mundialmente por suas instalações imersivas, pelas icônicas bolinhas e pelas abóboras coloridas, Kusama construiu uma obra marcada pela inovação e pela capacidade de transformar sua percepção de mundo em experiências que atravessam gerações.

"Narcissus Garden", em Inhotim, de Yayoi Kusama (foto: Daniela Paolielo/Divulgação)
O Instituto Inhotim lamentou a morte da artista e destacou seu legado: “Kusama foi uma grande artista: transformou a cultura e multiplicou ao infinito sua percepção de mundo, em obras que atravessarão os tempos”.

Em Brumadinho, parte dessa história permanece viva. O Inhotim abriga uma galeria dedicada à artista e uma obra na área externa do museu. No Eixo Laranja, a Galeria Yayoi Kusama reúne dois trabalhos emblemáticos: “I’m Here, but Nothing” (2000) e “Aftermath of Obliteration of Eternity” (2009), obra que aborda a fugacidade da vida.

Já no Eixo Rosa, a céu aberto, está “Narcissus Garden” (1966/2009), instalação que remete ao gesto provocador realizado por Kusama na Bienal de Veneza de 1966, quando espalhou 1.500 esferas espelhadas pelo gramado em frente ao pavilhão da Itália e passou a vendê-las com a frase “seu narcisismo à venda”. A intervenção se tornou um dos momentos mais marcantes e visionários da arte contemporânea.

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