Estado de Minas IMPACTOS

Queimadas afetaram mais de 46 mil clientes da Cemig em Minas

Companhia registrou 92 ocorrências no sistema elétrico entre janeiro e agosto; somente na Grande BH, cerca de 8,4 mil consumidores foram prejudicados


postado em 21/08/2026 10:43 / atualizado em 21/08/2026 10:47

Queimadas em áreas de difícil acesso dificultam o transporte de estruturas e a manutenção das redes danificadas pelo fogo.(foto: Cemig/Arquivo)
Queimadas em áreas de difícil acesso dificultam o transporte de estruturas e a manutenção das redes danificadas pelo fogo. (foto: Cemig/Arquivo)
Queimadas provocaram 92 ocorrências no sistema elétrico da Cemig entre janeiro e agosto deste ano e afetaram o fornecimento de energia para mais de 46 mil clientes em Minas Gerais. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foram registrados 27 casos relacionados a incêndios, que prejudicaram cerca de 8,4 mil consumidores.

Além da interrupção no fornecimento, o fogo pode atingir equipamentos da rede elétrica, como postes, cabos e torres, dificultando e prolongando os trabalhos necessários para restabelecer o serviço. Dependendo da área atingida, a falta de energia também pode afetar o funcionamento de hospitais, comércios e escolas.

“Vários equipamentos - como postes, cabos e torres - podem ser danificados pelas chamas e isso torna o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras de energia elétrica. Além disso, o volume alto de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns”, afirma Jorge Magno Alves Pereira, engenheiro de Operação da Distribuição da Cemig.

Segundo a companhia, grande parte dos focos de incêndio é provocada pela ação humana. O risco aumenta em períodos marcados pela baixa umidade e pela vegetação seca, condições que favorecem o avanço das chamas. “Por isso, é importante que as pessoas se conscientizem dos impactos causados por suas ações, pensem de forma coletiva e evitem dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, reforça o especialista da Cemig.

Entre as medidas indicadas para reduzir os riscos está apagar com água os restos de fogueiras feitas em acampamentos, evitando que brasas sejam carregadas pelo vento até áreas de mata. A orientação também é não descartar pontas de cigarro acesas em estradas ou áreas rurais e não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em locais com vegetação, já que esses materiais podem contribuir para o surgimento de focos de incêndio.

Mesmo nos casos em que a realização de queimadas é permitida, há restrições. Segundo a Cemig, elas não devem ocorrer a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias ou dos limites das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. O uso do fogo também é proibido em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. A companhia ressalta ainda que provocar queimadas pode ser considerado crime e levar à prisão do responsável.

Além dos danos provocados diretamente pelo fogo, as características das regiões atingidas podem dificultar os reparos na rede elétrica. “Geralmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”, destaca Jorge.

Para reduzir ocorrências relacionadas a incêndios em sua área de concessão, a Cemig afirma realizar ações preventivas, como a limpeza das faixas de servidão, poda de árvores e arbustos e retirada da vegetação ao redor de postes e torres.

A companhia também afirma que realiza inspeções nas linhas de transmissão com o objetivo de identificar riscos potenciais e reduzir a possibilidade de danos à rede provocados por queimadas.

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