
Selecionados por uma curadoria especializada, os trabalhos reúnem artistas e grupos de diferentes cidades e gêneros musicais. A proposta do selo é ampliar a circulação da produção mineira e contribuir para o registro da memória musical do estado, contemplando diferentes gerações, territórios e linguagens.
“Minas possui uma riqueza musical reconhecida nacionalmente. Com o Selo Sesc Minas Musical, queremos contribuir para que esses artistas alcancem novos públicos, fortaleçam suas trajetórias e tenham sua produção registrada. É uma iniciativa que valoriza a diversidade cultural do estado e amplia as oportunidades para os músicos mineiros”, destaca Nadim Donato, presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac.
Entre os primeiros trabalhos está o álbum de Fabinho do Terreiro, de Belo Horizonte. Compositor de sambas já gravados por nomes como Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor, Agepê, Gracia do Salgueiro e Nelson Rufino, o músico registra seu primeiro disco, com direção musical e arranjos de Thiago Delegado e produção de Barral Lima.
Também integra a estreia do selo o EP da banda Varanda, de Juiz de Fora. O grupo trabalha com uma sonoridade ligada ao indie pop, com criação coletiva e letras bem-humoradas e otimistas. O novo trabalho tem participação especial de Fernanda Takai.
Outros cinco artistas e grupos chegam ao projeto com singles inéditos. De Ouro Preto, a Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia de Ouro Preto registra uma obra de Maurício Tizumba. O trabalho se relaciona à preservação da cultura afro-brasileira vinculada às festividades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, tradição mantida pelo grupo por meio de cantos, danças e cortejos.
Representante de Itabirito, EZKIEL, vencedor do Festival da Música de Itabirito 2025, combina em seu trabalho referências do rap, afrobeat, samba e reggae, além de outras vertentes da música negra, com elementos do regionalismo brasileiro e da identidade mineira.
De Belo Horizonte, Deh Muss apresenta uma faixa que combina texturas acústicas, sonoridades contemporâneas e experimentações eletrônicas. Suas composições abordam temas como autoconhecimento e transformação.
Também da capital mineira, a banda Pelos, formada em 1999 no Aglomerado da Serra, leva ao selo uma sonoridade construída a partir de elementos do rock, soul, funk, jazz e blues. O grupo tem sua trajetória relacionada à representatividade negra e periférica na música brasileira.
Completa a seleção a violeira, cantora e compositora Letícia Leal, natural de Teófilo Otoni e radicada em Belo Horizonte. Seu trabalho explora a viola caipira em diálogo com a música instrumental, o pop e a MPB. A artista foi premiada no Concurso de Viola da Globo Minas e também atua na formação musical por meio da Orquestra Belorizontina de Viola Caipira e do Instituto Viva Viola.
Artistas se apresentam na Virada Cultural
Os selecionados da primeira edição também terão espaço na programação da 11ª Virada Cultural de Belo Horizonte, nos dias 29 e 30 de agosto. O Palco Selo Sesc Minas Musical será instalado em frente ao Sesc Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – Mercado das Flores, no cruzamento da rua da Bahia com a avenida Afonso Pena.
Além dos mineiros, a programação do palco contará com artistas ligados aos Selos Sesc de São Paulo e Pernambuco. O Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, participa da Virada Cultural como Parceiro Cultural Oficial.