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Tudo é Jazz terá Criolo e homenagens a Cazuza e Amy Winehouse

Festival gratuito chega à 24ª edição entre os dias 14 e 16 de agosto, em Ouro Preto, com shows em três espaços da cidade


postado em 10/08/2026 10:06 / atualizado em 10/08/2026 10:08

Criolo é uma das atrações do festival(foto: @brpsmachado/Divulgação)
Criolo é uma das atrações do festival (foto: @brpsmachado/Divulgação)
Ouro Preto recebe, entre sexta-feira (14) e domingo (16), a 24ª edição do Tudo é Jazz. Com entrada gratuita, o festival terá Criolo como atração principal e prestará homenagens a Cazuza e Amy Winehouse. A programação será realizada na Praça Tiradentes, no Teatro da Ópera e no Centro Acadêmico da Escola de Minas (CAEM).

A escolha dos homenageados segue uma proposta adotada nas últimas edições, segundo Ronaldo Fraga, responsável pela direção criativa e imagética do festival pelo quarto ano consecutivo. “Foi assim primeiro com Elza Soares e Nina Simone, depois com Ray Charles e Pixinguinha, ano passado com Ella Fitzgerald e Dolores Duran, e agora com Cazuza e Amy Winehouse. A Amy já é sabidamente ligada ao jazz, para muitos ela era considerada a Billie Holiday moderna, a mãe dela tinha uma banda de jazz... E o Cazuza transitou por muitas áreas, inclusive pelo jazz. Então foi essa a ideia desde o início para trazer os dois, Cazuza e Amy”, conta.

Entre os destaques da programação está Criolo. O rapper, cantor e compositor paulistano apresentará ao público um repertório marcado pela mistura entre rap, samba e MPB. Com carreira iniciada no rap nos anos 1990, o músico ganhou projeção nacional com o álbum “Nó na Orelha”, lançado em 2011. Também fazem parte de sua discografia trabalhos como “Convoque Seu Buda”, de 2014, “Espiral de Ilusão”, de 2017, e “Sobre Viver”, de 2022.

As homenagens a Amy Winehouse e Cazuza também ganharão shows próprios. A cantora Bruna Thielle e a banda Red Wine apresentam um tributo à artista britânica, com repertório que inclui músicas como “Back to Black”, “Rehab” e “Valerie”. O espetáculo percorre momentos da trajetória de Amy de maneira cronológica, com caracterização inspirada na cantora.

Já Saulo Soul ficará responsável pela homenagem a Cazuza, revisitando sucessos do artista. Cantor, compositor e filósofo, Saulo trabalha com gêneros como soul, jazz, blues, MPB e black music e conquistou o terceiro lugar no programa “Canta Comigo”, em 2023.

Para Rud Carvalho, diretor do Tudo é Jazz e produtor cultural da New View Entretenimento e Comunicação, a escolha dos dois homenageados também busca aproximar o festival de outras gerações. “Esse ano, demos um caráter mais jovem ao festival já que em todos os outros anos ele homenageava cantores clássicos, de outras épocas e gerações. Homenageando Cazuza e Amy trazemos um sopro de vida nova, uma jovialidade para a programação e para o público, o que é também uma forma dele se renovar e estar sempre trazendo algo novo”, comenta.

O diretor também destaca a relação construída entre o festival e Ouro Preto ao longo das edições. “A cidade tem uma arquitetura única, uma ambientação única, um ambiente muito especial, muito romântico e que casa muito bem com o jazz, tornando esse um dos festivais mais expressivos e importantes da atualidade no Brasil”, conta.

Cenografia inspirada em Cazuza e Amy Winehouse

As homenagens também estarão presentes na cenografia montada na Praça Tiradentes. O projeto combina referências visuais associadas aos dois artistas e terá o vermelho como elemento central. “Partimos do encontro entre Amy Winehouse e Cazuza para construir uma imagem para o palco instalado na Praça Tiradentes, em Ouro Preto. O projeto combina um grande drapeado vermelho, inspirado em uma cenografia de Amy, com o “A” da anarquia ligado à identidade visual de Cazuza. O vermelho estrutura toda a composição e traduz a intensidade emocional e a rebeldia presentes na vida e na obra dos dois artistas”, comenta Paulo Waisberg, da WN Arquitetura.

Ilustrações criadas por Ronaldo Fraga também serão utilizadas como lambe-lambes na estrutura do palco e em outros elementos espalhados pelo festival. Segundo Clarissa Neves, da WN Arquitetura, a proposta faz referência à estética da década de 1980. “Essa linguagem traz um caráter urbano e remete à estética dos anos 1980, período marcante na trajetória do Cazuza. A cenografia se estabelece como uma instalação efêmera que ocupa a Praça Tiradentes e cria um contraste direto com sua arquitetura histórica. Por alguns dias, cor, música e imagem transformam a percepção desse espaço central de Ouro Preto”, explica.
 
Serviço
Tudo é Jazz
Data: 14 a 16/08
Local: Ouro Preto/MG
Mais informações no site: www.tudoejazz.com 

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