
Realizado pela Escola de Música da UFMG, pela Fundação Dirce Figueiredo e pelo Movimento da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha (Mocilyc), o encontro reunirá participantes do Brasil e do exterior. Durante seis dias, artistas, educadores, pesquisadores e estudantes participarão de palestras, conferências, oficinas, encontros e apresentações.
A programação terá representantes de diferentes países da América Latina e do Caribe, além de um grupo convidado de Portugal, dedicado à criação de música e teatro para bebês. Outros 14 grupos terão trabalhos exibidos ao público por meio de videoclipes selecionados pela curadoria.
As atividades serão realizadas em espaços como o CCBB Belo Horizonte, a Funarte MG, o Teatro Francisco Nunes e o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Na UFMG, a programação passará pelo Conservatório, Escola de Música, Centro Pedagógico, Casa da Infância, Emei Alaíde Lisboa, CAD 1 e Praça de Serviços do campus Pampulha.
Na abertura oficial, cerca de 200 crianças subirão ao palco em uma apresentação conjunta. Participam os grupos de canto coral do Centro de Musicalização Integrado (CMI/UFMG), Coralitos e Música para Todos, da UFMG, além do Grupo de Canto Coral e da Orquestra Amare, da Fundação Dirce Figueiredo de Matozinhos.
Entre os participantes internacionais está a Fundación Nueva Cultura, da Colômbia, que chega a Belo Horizonte com uma delegação de 32 integrantes, incluindo três grupos musicais e 22 crianças. A Fundação Dirce Figueiredo também apresentará a Marimbanda, formada por crianças e jovens que desenvolvem trabalhos de percussão e marimba.
Todas as apresentações artísticas serão gratuitas e abertas ao público, sujeitas à lotação dos espaços. Os ingressos serão distribuídos a partir de 30 minutos antes de cada atividade.
Com o tema “Música, infância e diversidade”, o encontro parte de uma concepção de música para as infâncias que não se restringe às obras produzidas por adultos para o público infantil. A proposta também considera processos de criação, experimentação e performance realizados pelas próprias crianças, reconhecendo a participação delas na produção artística e cultural.
A programação busca colocar em diálogo experiências, culturas e territórios da América Latina e do Caribe a partir da produção musical feita para, com e pelas crianças. “A produção musical com e para crianças na América Latina e no Caribe é muito potente, mas ainda pouco reconhecida pelas políticas culturais e pelo mercado. Existe uma rede de artistas, educadores e pesquisadores que há décadas cria, pesquisa e ensina música pensando a infância não como um público menor, mas como um campo de criação, escuta e pensamento. Esse movimento vem crescendo, sobretudo pela aproximação entre arte, educação, pesquisa e ação cultural, mas ainda enfrenta desafios de circulação, financiamento e visibilidade. O Mocilyc tem um papel importante justamente porque cria esse lugar de encontro: artistas de diferentes países compartilham repertórios, metodologias, pesquisas e modos de compreender a infância”, comenta Reginaldo Santos, um dos coordenadores do encontro ao lado de Angelita Broock e Juliana Daher.
O Mocilyc surgiu a partir do primeiro encontro realizado em 1994, na Casa de las Américas, em Havana, Cuba. Desde então, o movimento reúne artistas, educadores, pesquisadores e agentes culturais de diferentes países em torno da criação musical dedicada às infâncias.
Os encontros internacionais são realizados a cada dois anos e circulam por diferentes países da América Latina e do Caribe. Em 2026, o Brasil recebe o evento pela terceira vez. Esta será a segunda edição realizada em Belo Horizonte.