
Realizada pela NITRO Histórias Visuais, a expedição começou pelo Norte de Minas Gerais e seguirá até outubro por Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Piauí e Maranhão. A equipe é formada por documentaristas, escritores e fotógrafos.
A proposta é construir um mapa cultural do Cerrado a partir das relações estabelecidas entre as comunidades e o bioma, segundo o coordenador do projeto, o fotógrafo Leo Drumond. O percurso começou por comunidades próximas ao Grande Sertão Veredas, Pirapora e Januária.
“Vamos cruzar rios e cachoeiras, fazendas e plantações, parques nacionais, cidades e, claro, os muitos povoados e comunidades tradicionais”, ressalta Drumond.
Segundo o fotógrafo, o projeto pretende voltar o olhar para as dimensões histórica, cultural e também mítica do Cerrado. Embora seja o segundo maior bioma brasileiro e ocupe quase 25% do território nacional, a iniciativa busca registrar não apenas suas paisagens naturais e biodiversidade, mas principalmente as diferentes culturas das populações que vivem nesses territórios.
“Em regiões marcadas pelo sincretismo religioso, encontram-se joias do patrimônio, como, por exemplo, a procissão do fogaréu, a festa do divino, tradições culinárias indígenas e tantas outras práticas que são herança do período colonial e parte da identidade brasileira. O cerrado é um lugar de muita história, que foi desbravado em um segundo momento da colonização brasileira, já que é distante do litoral. Muitas cidades mantêm vivas culturas peculiares, tradições próprias que atravessam os séculos e que vamos documentar neste projeto”.
Entre os aspectos que serão observados durante o percurso estão manifestações religiosas, tradições culinárias e outros costumes preservados pelas comunidades. O objetivo é mostrar como essas práticas se relacionam com a formação da identidade brasileira.
Apesar da quantidade de pesquisas acadêmicas dedicadas ao Cerrado, Drumond avalia que ainda são menos frequentes trabalhos de literatura, fotografia e cinema que abordem, em escala nacional, a diversidade cultural e histórica do bioma. “Me arrisco a dizer que esse é um dos principais projetos que olha para as relações humanas estabelecidas com o bioma”.
O projeto também busca chamar atenção para a relação entre preservação ambiental, cultura e os modos de vida das populações dos diferentes territórios percorridos pela expedição. “O Cerrado é um território de grande riqueza ambiental, mas também de histórias, saberes e tradições que ajudam a formar a identidade brasileira. Apoiar este projeto é contribuir para que essas relações sejam conhecidas, valorizadas e preservadas. Para a Inpasa, desenvolvimento e cuidado com o meio ambiente caminham junto com o respeito às pessoas e às comunidades que constroem diariamente a história dos territórios onde estamos presentes”, afirma Renato Teixeira, diretor de Comunicação Corporativa, Marketing e Impacto Social.
Serviço
“Cerrado: a raiz do Brasil”
Expedições por nove estados brasileiros: julho a outubro de 2026
Lançamento do livro e filme: previsão para dezembro de 2026
Realização: NITRO e Ministério da Cultura
Patrocínio: Inpasa
Apoio: Fiat