
A unidade Nova Lima do Colégio Santo Agostinho é pioneira em Educação em Tempo Integral. A proposta atende ao ensino fundamental e parte de uma concepção de educação que considera a criança em suas diferentes dimensões. Além de preencher a rotina, a proposta é dar sentido ao tempo que o estudante passa na escola.
“Nossa Educação em Tempo Integral busca ampliar oportunidades para que a criança aprenda de diferentes maneiras, desenvolva autonomia, crie vínculos e viva experiências que também fazem parte de sua formação”, explica Renata Vidal, diretora da unidade Nova Lima do Colégio Santo Agostinho.

Na educação financeira e no empreendedorismo, por exemplo, os alunos aprendem a planejar, tomar decisões e transformar ideias em projetos reais. Na ciência e gastronomia, o aprendizado ganha forma, sabor e novas perguntas. No esporte, as crianças descobrem novas habilidades, superam desafios e encontram outras formas de aprender.

Aprender também ocorre fora da sala de aula
A ampliação da jornada permite criar espaço para experiências que nem sempre cabem em uma rotina escolar mais curta. Atividades ligadas à cultura, ao movimento, à criatividade, à leitura, à expressão artística e à convivência podem contribuir para que a criança descubra novos interesses e desenvolva habilidades em diferentes contextos.

A organização desses momentos também permite que a criança desenvolva progressivamente mais responsabilidade sobre a própria rotina. “Autonomia não surge de uma hora para outra. Ela é construída em pequenas situações do cotidiano: organizar os próprios materiais, compreender a rotina, fazer escolhas adequadas à idade e aprender a cuidar de si e do espaço coletivo. O Tempo Integral oferece muitas oportunidades para exercitar isso”, acrescenta Júlia Farnese, gestora Pedagógica da unidade.
Convivência também faz parte da formação
Permanecer mais tempo na escola significa também compartilhar mais experiências com colegas e educadores. Nesse convívio, situações simples do dia a dia se transformam em oportunidades de aprendizagem.

Júlia explica que, para isso, a rotina precisa combinar estímulo e acolhimento. Crianças que permanecem grande parte do dia na escola também precisam de momentos de pausa, descanso e transição entre diferentes propostas.

“Uma jornada ampliada precisa respeitar o ritmo da infância. Não se trata de preencher todos os minutos com atividades, mas de construir uma rotina equilibrada, em que existam momentos de concentração, movimento, convivência e também de descanso”, explica Júlia.
Escola e família na mesma direção

Na avaliação de Júlia Farnese, essa parceria se torna ainda mais importante no período integral. “Quando família e escola caminham na mesma direção, a criança encontra mais segurança para desenvolver autonomia. Essa troca nos ajuda a compreender melhor cada estudante e a fazer com que o tempo vivido na escola tenha significado para além da organização da rotina familiar”, argumenta.

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