
Em Minas Gerais, o volume de negociações chegou a 151.225 veículos, avanço de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média diária no estado foi de 7.201 transações, consolidando Minas como um dos principais mercados do setor no país.
Na capital mineira, foram vendidos 37.011 veículos seminovos ao longo do mês. A leve oscilação frente a dezembro acompanha o comportamento sazonal do início do ano, mantendo o mercado em um patamar considerado estável. Belo Horizonte registrou média diária de 1.762 unidades comercializadas.
Entre os modelos mais vendidos em Minas Gerais, o Volkswagen Gol liderou o ranking, com 7.951 unidades negociadas, seguido pelo Fiat Palio, com 5.580, e pelo Fiat Uno, com 5.192 veículos. Em Belo Horizonte, o Palio ocupou a primeira posição, com 1.264 unidades vendidas, seguido pelo Gol, com 1.251, e pelo Hyundai HB20, com 1.105 unidades.
Para Glenio Junior, presidente da Associação dos Revendedores de Veículos do Estado de Minas Gerais (Assovemg), os números refletem a estabilidade do setor. “Iniciar o ano com números tão positivos dando sequência ao excelente desempenho do setor, é uma demonstração clara da maturidade do mercado e do comprometimento de todos os elos da cadeia automotiva. Esses resultados nos enchem de orgulho e apontam para um 2026 muito promissor, com a real possibilidade de alcançarmos um novo recorde”.
O desempenho do segmento ocorre em um cenário de melhora gradual dos indicadores econômicos, que têm favorecido o consumo e o acesso ao crédito. De acordo com o Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV), a confiança dos empresários subiu 0,5 ponto em janeiro, alcançando 92,5 pontos.
Outro indicador que contribui para o aquecimento do mercado é o avanço do emprego. A taxa de desemprego recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, ampliando o potencial de consumo das famílias.
No cenário inflacionário, a projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foi revisada de 4% para 3,99%, segundo o Boletim Focus. Para 2027, a estimativa permanece em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 a expectativa é de 3,5%.
Já em relação à política monetária, a ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, com expectativa de redução para 14,5% no próximo mês, movimento que pode estimular o crédito e beneficiar diretamente o mercado automotivo, sobretudo o segmento de seminovos.
As projeções das instituições financeiras também indicam crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026. A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 5,50 ao final do ano, cenário considerado relativamente estável para o setor.
Com o mercado aquecido, a Assovemg prepara a terceira edição do Congresso Automotivo, marcada para os dias 23 e 24 de maio, no Expominas, em Belo Horizonte. O evento deve reunir revendedores, profissionais e interessados no segmento, com programação voltada à qualificação, troca de conhecimento e estímulo a negócios.