
O desempenho se refletiu no EBITDA de US$ 1.137 milhões (US$ 1,1 bilhão), alta de 6% em relação aos US$ 1.074 milhões (US$ 1 bilhão) registrados em 2024. O avanço foi impulsionado principalmente pela elevação dos preços do minério de ferro no mercado internacional.
A despesa com investimentos de capital (Capex) totalizou US$ 603 milhões, crescimento de 44% frente aos US$ 418 milhões aplicados em 2024. Os recursos foram direcionados, sobretudo, à conclusão da planta de filtragem de rejeitos e à substituição planejada de equipamentos na operação.
Para Ana Sanches, presidente da Anglo American no Brasil, “o comprometimento das nossas pessoas com a segurança e com a busca contínua da excelência operacional, aliado a planos de produção robustos e consistentes, foi essencial para garantir o volume e a qualidade do nosso minério. Esses fatores se refletiram na ótima performance do Minas-Rio em 2025”.
A empresa informou que a estimativa de produção para 2026 e 2027 no Minas-Rio permanece entre 24 e 26 milhões de toneladas, sustentada pela continuidade do desempenho operacional estável. “Seguimos com foco em uma mineração cada vez mais segura e responsável, que busca deixar um legado positivo e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde estamos presentes”, completa Sanches.
No campo da sustentabilidade, o Minas-Rio avançou na aquisição de novas áreas como parte da estratégia de formação de um corredor ecológico no entorno da operação. A iniciativa reforça o compromisso com práticas sustentáveis, compensação florestal e conectividade ambiental. Atualmente, a Anglo American mantém mais de 27 mil hectares de vegetação nativa preservada em áreas de Cerrado e Mata Atlântica na região.
Níquel
O negócio de Níquel, atualmente em processo de venda pela companhia, registrou estabilidade operacional em 2025, com produção de 39,7 mil toneladas, ante 39,4 mil toneladas em 2024. O EBITDA foi de US$ 6 milhões (2024: US$ 108 milhões), redução explicada principalmente pelos menores preços realizados e pelo impacto de maiores provisões para reabilitação, fatores parcialmente compensados pelo aumento dos volumes de vendas.
Anglo Teck
A anunciada fusão entre Anglo American e Teck, que dará origem à Anglo Teck e pretende criar uma líder global em minerais críticos, segue avançando nas etapas regulatórias e de integração. A iniciativa busca destravar valor e ampliar a exposição estratégica da companhia no segmento.
“Esse acordo é decisivo para o futuro da nossa empresa e tenho convicção de que as pessoas serão um pilar central dessa transformação – pela colaboração, pela prática dos nossos valores e pela forma como lideramos e cuidamos uns dos outros. Seguimos focados na excelência, com disciplina e responsabilidade, contribuindo para o futuro da mineração”, afirma Ana Sanches.