Estado de Minas ECONOMIA

Inflação em BH acelera no fechamento de março, aponta Ipead/UFMG

Alta foi puxada por alimentos e habitação; índice para famílias de menor renda avançou 0,77% no mês


postado em 10/04/2026 07:51 / atualizado em 10/04/2026 07:56

Nos produtos não alimentares, a alta foi de 0,38%, puxada principalmente pelo grupo Habitação (0,85%)(foto: Freepik)
Nos produtos não alimentares, a alta foi de 0,38%, puxada principalmente pelo grupo Habitação (0,85%) (foto: Freepik)
A inflação em Belo Horizonte voltou a acelerar no mês de março, segundo levantamento da Fundação Ipead/UFMG. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH) registrou alta de 0,47% no mês, após queda de 0,07% na quadrissemana anterior e no mesmo período de fevereiro. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 3,50%.

O movimento de alta também foi observado no Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH), que considera famílias com renda de até cinco salários mínimos. O indicador subiu 0,77% em março, acima dos 0,35% da quadrissemana anterior e dos 0,26% registrados em fevereiro. Em 12 meses, a alta acumulada é de 3,29%.

Entre os principais fatores de pressão inflacionária está o grupo Alimentação, que avançou 0,89% no IPCA-BH, com destaque para a alimentação no domicílio (1,06%). Todos os itens do grupo apresentaram alta no período, especialmente os alimentos in natura (3,33%) e os alimentos em elaboração primária (1,53%).

Nos produtos não alimentares, a alta foi de 0,38%, puxada principalmente pelo grupo Habitação (0,85%). Entre os itens com maiores aumentos estão conserto de automóvel (9,33%), móveis para quarto (6,76%) e serviços de mão de obra, como pedreiro, marceneiro e eletricista (4,56%).

Por outro lado, algumas quedas ajudaram a conter o índice geral, como aluguel de vídeo (streaming), que recuou 14,69%, maçã gala (-13,24%) e computador completo (-6,96%).

Os itens que mais contribuíram para a alta do IPCA-BH foram conserto de automóvel (0,10 ponto percentual), gasolina comum (0,08 p.p.) e mão de obra (0,05 p.p.). Já as principais contribuições para a queda vieram do streaming (-0,04 p.p.), automóvel novo (-0,03 p.p.) e computador completo (-0,03 p.p.).

No recorte do IPCR-BH, a alimentação teve impacto ainda maior, com alta de 1,02% e contribuição de 0,23 ponto percentual para o índice. Já os produtos não alimentares avançaram 0,69%, respondendo por 0,54 ponto percentual da inflação do mês, com destaque novamente para o grupo Habitação (0,73%).

O único grupo a registrar queda no IPCR-BH foi o de Saúde e cuidados pessoais, com recuo de 0,25%.

Entre os itens que mais pressionaram o índice voltado às famílias de menor renda estão conserto de automóvel (0,12 p.p.), óleo diesel (0,09 p.p.) e automóvel usado (0,08 p.p.). Já as principais quedas foram puxadas por computador completo (-0,06 p.p.), maçã gala (-0,05 p.p.) e aluguel de vídeo (streaming) (-0,04 p.p.).

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